Pragmata chegou ao catálogo da Capcom com uma proposta inovadora que mistura mecânicas de tiro em terceira pessoa com sistemas de hacking em tempo real. O título se passa em uma estação de pesquisa lunar onde o protagonista, um androide, enfrenta uma situação de caos total. A campanha principal se estende por aproximadamente dez horas de gameplay, focando na relação entre o personagem principal humano e seu companheiro androide durante a jornada pela Lua.
O cenário lunar oferece um pano de fundo único para uma narrativa que equilibra ação intensa com momentos de reflexão. O jogador chega à estação de pesquisa para investigar uma substância desconhecida, mas logo descobre que tudo saiu do controle. Em meio ao caos, ele encontra um androide e uma criança, ambos lutando pela sobrevivência. Juntos, precisam escapar e retornar à Terra antes que seja tarde demais.
Hacking é essencial antes de disparar contra inimigos
O combate gira em torno de um sistema de hacking obrigatório. O jogador deve hackear os sistemas inimigos antes de poder atacá-los diretamente com armas. Enquanto o androide carrega armamentos, o hacking funciona em tempo real dentro de matrizes visuais. O jogador precisa evitar ataques enquanto coleta bônus, contorna penalidades e consegue vencer o desafio de hacking para poder disparar.
Nos primeiros minutos, essa mecânica parece estranha, mas rapidamente se torna natural. Novos elementos surgem ao longo de toda a campanha, incluindo melhorias de armadura e danos. Embora a estrutura base permaneça consistente, todos os desafios dependem fundamentalmente do hacking. A progressão garante que o jogador sempre enfrente algo novo enquanto domina as mecânicas principais.
Shelter funciona como ponto de pausa e evolução
O jogo evita ações repetitivas ao usar o Shelter como um hub seguro onde o jogador pode fazer pausas estratégicas. Nesse espaço, o protagonista evolui suas habilidades, coleta itens e conversa com o androide. A estrutura se assemelha a metroidvanias controladas, com séries interconectadas e progressão linear no geral. O Shelter oferece segurança onde o jogador pode aprimorar competências, confirmar coleções e interagir com personagens-chave.
- O hacking funciona em tempo real durante combates.
- O androide é essencial para derrotar inimigos blindados.
- Bônus temporários alteram o fluxo de batalha.
- A variedade de desafios aumenta conforme o jogador progride.
- O Shelter funciona como hub para upgrades e descanso.
Motor RE Engine cria cenários lunares impressionantes
A perspectiva visual reforça uma sensação de isolamento. O motor RE Engine constrói um cenário lunar amplo e frio que enfatiza a vastidão e o vazio do espaço. Os quadros amplos destacam tanto a desolação ambiental quanto o frio da Lua. A iluminação e os efeitos de reflexão recebem atenção especial, particularmente na versão para PC que suporta tecnologia avançada. O diretor de arte priorizou remover detalhes visuais desnecessários, mantendo a grandiosidade sem poluição visual.
O isolamento aparece tanto em ambientes abertos quanto em corredores fechados. O chefe e o jogador se misturam bem na configuração, criando uma atmosfera coesa. A direção artística elimina elementos visuais supérfluos, priorizando a escala e a força do design. O resultado é uma experiência visual que reforça a solidão do cenário.
Narrativa simples fortalece a conexão entre personagens
A premissa não busca reinventar ficção científica. O protagonista pesquisa uma substância potencialmente transformadora em uma estação lunar. O caos que se segue envolve inteligência artificial sofisticada relacionada aos acontecimentos. Elementos corporativos e desdobramentos imprevistos surgem naturalmente. A escolha de manter a narrativa simples permite que o jogo funcione através de seus mecanismos principais sem dramaticidade excessiva.
O androide se destaca como ponto alto. Sofisticado como personagem, ele oferece uma perspectiva única e curiosa sobre um mundo que parece tanto estranho quanto familiar. O protagonista começa mais fechado, mais realista, mas gradualmente muda através da convivência. Ambos evoluem organicamente por meio de diálogos, silêncios e pequenos gestos. A narrativa cresce de forma natural, evitando sentimentalismo forçado e permitindo que a história funcione através de suas mecânicas.
Conteúdo adicional oferece desafios de hacking aprimorados
Além da campanha principal, desafios de hacking complementam a experiência. O modo opcional testa a proficiência do jogador em sistemas de hacking, oferecendo dificuldade mais elevada que a história. Colecionáveis e upgrades de armadura variam conforme o envolvimento do jogador com a estrutura principal. A construção permite diferentes abordagens, garantindo que cada pessoa vivencie a progressão de forma única. Os prazos para obter tudo variam entre trinta e quarenta horas dependendo do comprometimento com coletas extras.
Os elementos de replay funcionam de acordo com quanto o jogador se envolve com os sistemas principais. Estruturalmente, pouco muda porque o foco permanece no hacking e na progressão linear. Mesmo assim, para quem explorou tudo, o Shelter oferece profundidade genuína. Pragmata equilibra ação e contemplação em uma experiência que respeita tanto o jogador que quer velocidade quanto aquele que busca profundidade. O jogo está disponível em PlayStation 5, Xbox Series X/S, PC e Nintendo Switch 2.

