Jordan Spieth chega ao PGA Championship desta semana no Aronimink Golf Club, na Pensilvânia, com um objetivo claro: conquistar seu quarto título major e completar o Grand Slam da carreira. Aos 32 anos, o golfista norte-americano buscará se tornar apenas o sétimo na história do esporte a realizar este feito. A tentativa marca a décima participação de Spieth no torneio desde que venceu seu terceiro major no Open Championship de 2017, em Royal Birkdale, na Inglaterra.
Nesta temporada, Spieth enfrenta dificuldades para manter consistência em seu desempenho. Em 12 torneios disputados, ele não conseguiu nenhuma colocação entre os dez primeiros. Seis vezes terminou entre os 25 primeiros, incluindo um empate em 12º lugar no Masters. O golfista descreve sua situação como um jogo de “bater na toupeira”, já que em algumas semanas lidera em putting, em outras no drive ou no ballstrike, mas não consegue juntar todas as armas ao mesmo tempo.
Trajetória recente e últimas participações
A participação mais recente de Spieth aconteceu no Truist Championship, na semana anterior, no Quail Hollow Club, em Charlotte, Carolina do Norte. Após uma terceira rodada de 68 tacadas (-3), ele registrou 75 (+3) no domingo, terminando empatado em 52º lugar, com 1 tacada acima do par. Antes disso, no Cadillac Championship no Trump National Doral, Spieth abriu com 65 tacadas (7 abaixo do par) e depois jogou no par nos 54 buracos finais, ficando empatado em 18º lugar.
O momento mais próximo que Spieth teve de vencer o PGA Championship foi em 2019, quando terminou empatado em terceiro lugar no Bethpage Black Golf Course, em Farmingdale, Nova York. Naquela ocasião, ficou cinco tacadas atrás do vencedor Brooks Koepka. Desde então, não terminou entre os 25 primeiros em cada uma de suas últimas seis participações no torneio, incluindo um corte perdido no ano passado.
Reformulação técnica e perspectivas para o torneio
Recentemente, Spieth fez mudanças significativas em seu equipamento como parte de uma reformulação durante a temporada. Trocou seu driver, sua madeira 3 e sua bola de golfe. A última vitória dele no circuito profissional ocorreu no RBC Heritage, há mais de quatro anos. Apesar dos desafios recentes, Spieth ressalta que nesta temporada conseguiu liderar em todas as estatísticas do jogo, o que lhe permite ter confiança em cada aspecto de sua técnica como arma competitiva.
Spieth afirma que o foco agora está nas escolhas certas, juntar tudo e limitar os erros. Ele acredita que conseguir jogar algumas tacadas abaixo do par em vez de algumas acima fará diferença em seu desempenho. Para ele, reduzir uma tacada por rodada, como qualquer jogador gostaria de fazer, pode fazer uma grande diferença em um major.
Significado pessoal da conquista
A possibilidade de completar o Grand Slam carrega grande importância para Spieth. Ele ganhou o Masters e o US Open em 2015, sua terceira temporada no PGA Tour. Se conseguir conquistar o PGA Championship, entraria em um grupo muito seleto na história do golfe.
Motivações pessoais também alimentam sua busca:
- Ryder Cup é parte muito importante de sua vida
- Instrutor que o acompanha é profissional da PGA da América
- Já disputou o torneio algumas vezes sem se sentir intimidado
- Quer se dar uma chance de voltar a ter a sensação de estar na disputa em todos os majors
Spieth indica que em anos anteriores se sentia na disputa ou com boas chances de disputar todos os majors, mas depois isso se tornou intermitente. Atualmente, ele sente que está perto de voltar a ter essa sensação. “Seria incrível, não é? Porque é uma lista muito, muito curta na história”, afirmou Spieth sobre a possibilidade de completar o Grand Slam.

