A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento voluntário de três medicamentos produzidos pelas farmacêuticas Cimed e Hypofarma nesta segunda-feira. A decisão inclui a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso dos lotes afetados, conforme publicado no Diário Oficial da União.
Medicamentos e lotes afetados
Dois medicamentos da Cimed estão envolvidos na ação. O lote nº 2424299 contém atorvastatina cálcica (40 mg) e rosuvastatina cálcica (20 mg), ambas usadas para controlar colesterol e triglicerídeos. A Hypofarma também teve um medicamento atingido: o lote nº 25091566 do fosfato dissódico de dexametasona (4 mg/ml, solução injetável, caixa com 50 unidades), um corticoide indicado para tratar processos inflamatórios.
A medida preventiva abrange:
- Atorvastatina cálcica 40 mg (Cimed) — retirada preventiva
- Rosuvastatina cálcica 20 mg (Cimed) — retirada preventiva
- Fosfato dissódico de dexametasona 4 mg/ml (Hypofarma) — retirada preventiva
- Suspensão total da comercialização dos lotes identificados
- Proibição de distribuição e uso

Motivos do recolhimento
A Anvisa identificou problemas distintos em cada medicamento. Nos produtos da Cimed, o motivo é a suspeita de mistura da embalagem de cartucho da rosuvastatina (20 mg) no lote da atorvastatina cálcica (40 mg). Isso significa que pacientes podem ter recebido medicamentos com identificação incorreta, aumentando riscos de administração inadequada.
O fosfato dissódico de dexametasona da Hypofarma apresenta mudança na coloração quando diluído junto a determinados medicamentos. Essa alteração cromática pode indicar incompatibilidade química e reações adversas não esperadas durante o tratamento de processos inflamatórios graves.
Próximos passos e recomendações
Farmácias e distribuidoras devem retirar os lotes dos estoques imediatamente. Pacientes que possuem esses medicamentos em casa não precisam descartá-los de forma especial, mas devem interromper o uso e procurar orientação médica para substituição por outros lotes seguros. Consumidores podem entrar em contato com os fabricantes para informações adicionais sobre a substituição.
A Anvisa permanece monitorando a situação e pode ampliar as medidas caso novos problemas sejam identificados. Profissionais de saúde devem informar pacientes sobre a ação preventiva, evitando pânico, mas garantindo adesão à orientação. As duas farmacêuticas estão cooperando com a agência reguladora para o cumprimento da determinação dentro dos prazos estabelecidos.