Astrônomo explica fenômeno raro: Lua Azul e microlua ocorrem simultaneamente em 31 de maio

Fenômeno lua azul

Fenômeno lua azul -taffpixture/shutterstock.com

No dia 31 de maio, a Lua apresentará 2 fenômenos astronômicos raros ao mesmo tempo: será uma microlua e uma Lua Azul simultaneamente. O astrônomo Dr. Gabriel Hickel, professor da Universidade Federal de Itajubá, explicará os detalhes sobre esses eventos no programa Ciência no Rádio, parceria entre o Observatório Nacional e a Rádio MEC.

Entenda o que é Lua Azul

Lua Azul não significa que o satélite muda de cor. O termo refere-se a uma ocorrência rara no calendário lunar. Existem 2 definições principais para o fenômeno. A primeira e mais comum considera Lua Azul a 3ª lua cheia em uma estação do ano que possui 4 luas cheias. A segunda definição, mais recente, classifica como Lua Azul a 2ª lua cheia que ocorre em um mesmo mês do calendário gregoriano.

O astrônomo Dr. Gabriel Hickel volta ao programa Ciência no Rádio para aprofundar esse conhecimento com o público. Ele é professor na Universidade Federal de Itajubá, em Minas Gerais, e parceiro de longa data do Observatório Nacional no programa “O Céu em Sua Casa”.

O fenômeno da microlua

Microlua é o termo usado quando a Lua cheia ocorre no ponto mais distante de sua órbita em torno da Terra, chamado apogeu. Nessa situação, o satélite fica cerca de 50 mil quilômetros mais afastado do que em sua posição mais próxima, chamada perigeu.

Quando a Lua está no apogeu, ela apresenta seu menor tamanho aparente no céu noturno. Isso contrasta com a superlua, que ocorre quando a Lua cheia se alinha com seu ponto mais próximo da Terra.

Microlua – Foto: EyeEm Mobile GmbH/iStock

Fases da Lua e observação

As fases da Lua ocorrem devido à mudança na posição relativa do satélite em relação à Terra e ao Sol. São elas:

  • Nova (satélite entre a Terra e o Sol)
  • Crescente (quarto da iluminação)
  • Cheia (satélite oposto ao Sol)
  • Minguante (quarto de iluminação decrescente)

O programa Ciência no Rádio disponibiliza conteúdo especializado para explicar fenômenos celestes. Desde sua criação em 2015, o programa é resultado de uma colaboração entre o Observatório Nacional, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e a Rádio MEC.

O programa Ciência no Rádio

O projeto completou quase 500 episódios ao longo de seus 11 anos de transmissão. Todos os programas estão disponíveis no site oficial do Observatório Nacional e também na plataforma Spotify. O programa cobre 3 áreas principais de atuação do Observatório: astronomia e astrofísica, geofísica, metrologia em tempo e frequência.

A parceria entre as 2 instituições busca levar informações científicas atualizadas ao grande público de forma acessível. Dr. Gabriel Hickel e outros especialistas colaboram regularmente para explicar fenômenos celestes e desenvolvimentos científicos relevantes.

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