Novo Ring 5 da Oura promete mais conforto e recursos de saúde com bateria estendida

Oura Ring 5 - Divulgação/Oura

Oura Ring 5 - Divulgação/Oura

A Oura, empresa finlandesa-americana de smart rings, anunciou o lançamento do Ring 5, considerado o menor smart ring do mundo, enquanto se prepara para uma oferta pública inicial (IPO) ainda este ano. O novo dispositivo promete integrar funcionalidades avançadas de monitoramento de saúde em um formato discreto e elegante.

A companhia, conhecida por seus wearables em dedos de celebridades e atletas, demonstrou que não pretende estagnar. O Ring 5 representa a mais recente evolução da tecnologia que estabeleceu uma nova categoria de dispositivos vestíveis, consolidando a posição da Oura no mercado.

Oura Ring 5 redefine limites de miniaturização e funcionalidade

O novo Oura Ring 5 é 40% menor que o popular Ring 4, apresentando uma espessura de apenas 2.28mm. Este avanço na miniaturização permite que o dispositivo se assemelhe mais a uma joia do que a um gadget tecnológico, atraindo um público mais amplo. A bateria do Ring 5 também foi aprimorada, oferecendo maior autonomia de uso.

O foco principal do Ring 5 está nas funcionalidades de monitoramento de saúde. O aparelho acompanha métricas essenciais para o bem-estar do usuário.

  • Monitoramento detalhado do sono
  • Avaliação dos níveis de estresse
  • Análise da prontidão física e mental
  • Acompanhamento da saúde cardíaca
  • Medição da temperatura corporal central para rastreamento de ciclos e menopausa

Holly Shelton, chief product officer da Oura, afirmou que o Ring 5 é o wearable mais capaz já produzido pela empresa. O objetivo é que o dispositivo se integre perfeitamente à vida cotidiana, estabelecendo um novo padrão para a tecnologia vestível. O Oura Ring 5 custará a partir de £399 (€399/$399/$A649) e terá uma assinatura mensal de £5.99 (€5.99/$5.99/A$9.99), com remessas a partir de 4 de junho.

Crescimento e impacto da Oura no mercado de wearables

Fundada em 2013 em Oulu, na Finlândia, a Oura Health Oy tem sido uma força pioneira no segmento de smart rings. O mercado desses dispositivos tem mostrado um crescimento exponencial, com 4 milhões de unidades vendidas em 2025. Esse número representa mais do que o dobro do registrado nos dois anos anteriores, conforme dados dos analistas da FDM CCS Insight.

Apesar de o mercado de smart rings ainda ser pequeno em comparação com as 175 milhões de smartwatches enviados em 2025, os anéis inteligentes atraem consumidores de diversos perfis. Incluem-se entre eles usuários de smartwatches, de relógios tradicionais e até mesmo pessoas que não usam relógios. A pesquisa de consumo da FDM CSS Insight indica uma divisão quase igual entre os gêneros dos usuários.

Desde o lançamento de sua primeira geração na plataforma de crowdfunding Kickstarter em 2015, quando arrecadou mais de US$ 650.000 (£480.000), a startup finlandesa vendeu 5,5 milhões de anéis. Os dispositivos foram distribuídos em quatro gerações e para 150 países, tornando-se um item visível nos dedos de figuras públicas e consumidores comuns. A empresa foi fundada por ex-engenheiros da Nokia e Polar, Petteri Lahtela, Markku Koskela e Kari Kivela.

Oura avança para IPO com avaliação de US$ 11 bilhões

Com aproximadamente 5 milhões de assinantes pagantes e um crescimento de receita de quatro vezes nos últimos dois anos, a Oura alcançou US$ 1 bilhão em 2025. Esses resultados levaram a empresa a uma avaliação de US$ 11 bilhões antes de seu IPO, previsto para ocorrer ainda este ano. O sucesso da companhia é atribuído ao seu foco inicial no sono como pilar fundamental para o monitoramento da saúde.

A forma do anel mostrou-se menos invasiva e mais confortável do que muitos outros wearables, contribuindo significativamente para a adesão dos usuários. A qualidade da experiência proporcionada pela Oura a destacou no mercado, permitindo que ela capitalizasse lacunas deixadas por empresas maiores como a Apple. Nomes como Jennifer Aniston, Gwyneth Paltrow, Kim Kardashian e Prince Harry foram vistos usando o Oura Ring, conferindo-lhe credibilidade e visibilidade.

Ben Wood, chief marketing officer da FDM CCS Insight, elogiou o produto e a experiência do aplicativo da Oura. Ele ressaltou que, apesar dos custos de assinatura, os usuários sentem que recebem valor devido às constantes melhorias e às mensagens úteis e inteligíveis sobre sono, métricas e saúde. As estatísticas da Oura corroboram essa percepção, com 80% dos membros renovando após o primeiro ano e os anéis sendo usados em média por 23,5 horas por dia, demonstrando um engajamento notável.

Novas funcionalidades impulsionam saúde proativa e engajamento

A Oura expandiu significativamente suas operações, ultrapassando suas origens finlandesas. Atualmente, a empresa conta com um CEO americano e mais de 1.200 funcionários distribuídos em escritórios em Helsinki, Londres, Los Angeles, San Diego e suas sedes em São Francisco e Oulu. Nesta última cidade, ainda é conduzida a maior parte de sua pesquisa e desenvolvimento.

A companhia estabeleceu mais de 1.200 parcerias em setores de saúde, bem-estar e comercial. Essas colaborações incluem a Football Association, a equipe olímpica finlandesa, a US Soccer, o US Open e diversas outras organizações esportivas.

A Oura está expandindo suas ofertas para a área de saúde proativa, introduzindo novas funcionalidades de software para anéis existentes e futuros. Entre as novidades está um “radar de saúde” que alerta sobre potenciais problemas antes que se manifestem. Este sistema pode identificar interrupções na respiração durante o sono e variações na pressão arterial. Adicionalmente, a empresa planeja oferecer insights sobre o uso de medicamentos GLP-1 para perda de peso, permitindo o acompanhamento de doses e efeitos a longo prazo. Ben Wood também notou o compromisso da Oura com as necessidades femininas, abordando temperatura corporal, menopausa, rastreamento de ciclo e ajuste do dispositivo.

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