Uefa altera horário da final da Champions League entre Arsenal e PSG em Budapeste para otimizar logística

UEFA Champions League

UEFA Champions League - Photo Agency/ shutterstock.com

A Uefa decidiu antecipar em três horas o horário da final da Champions League desta temporada, colocando o jogo entre Arsenal e Paris Saint-Germain neste sábado às 13h (horário de Brasília). A medida, anunciada em outubro passado, visa aprimorar a organização e a experiência geral para torcedores, times e cidades-sede. A decisão será disputada na Arena Puskás, em Budapeste, na Hungria.

A confederação justificou a mudança para otimizar a logística e as operações do evento. O objetivo principal é facilitar a maior presença de famílias e crianças na partida. O horário local para o apito inicial será 18h.

Decisão da Uefa visa aprimorar experiência

A Confederação Europeia de Futebol (Uefa) estabeleceu a antecipação de três horas em relação ao horário tradicional da final da Champions League ainda em outubro do ano passado. Naquele período, o torneio estava entre a terceira e quarta rodadas da “fase de liga”. A principal motivação reside na busca por “aprimorar a experiência geral do dia de jogo para torcedores, times e cidades-sede”, conforme comunicado oficial da entidade. Essa decisão estratégica da Uefa reflete um esforço consciente para tornar o evento máximo do futebol europeu mais acolhedor.

A organização busca, especificamente, otimizar a logística e as operações. A intenção clara é facilitar uma maior presença de famílias e crianças no evento em Budapeste, na Hungria. O presidente da Uefa, Aleksander Čeferin, reforçou essa perspectiva, afirmando que a experiência dos torcedores está no cerne do planejamento. “A final da Liga dos Campeões é o ponto alto da temporada de futebol, e o novo horário de início a tornará ainda mais acessível, inclusiva e impactante para todos os envolvidos”, comentou ele, destacando os benefícios esperados para o público em geral e a atmosfera do jogo.

Impactos logísticos e econômicos da alteração

A mudança de horário promete diversas melhorias para os participantes e para a cidade-sede. Entre as principais consequências está a otimização do acesso ao transporte público para os visitantes, um aspecto crucial para grandes eventos. Isso é especialmente relevante após o encerramento do jogo na Arena Puskás, que se localiza a cerca de 2km do centro histórico de Budapeste. A prefeitura da capital húngara já implementou serviços de transporte adicionais para complementar a rede de mobilidade urbana existente, visando garantir um fluxo eficiente e seguro para os torcedores.

Além dos benefícios para a mobilidade, a antecipação do término da partida permite que os torcedores permaneçam por mais tempo nas ruas da cidade. Essa permanência prolongada representa um potencial aumento na injeção de recursos na economia local, beneficiando comércios e serviços diversos. As delegações do Paris Saint-Germain e do Arsenal também ganham maior flexibilidade em seus planos de viagem, um ponto importante para o planejamento de retornos. Elas poderão, inclusive, retornar para casa na noite do mesmo dia do confronto, algo que seria mais complexo com o horário tradicional mais tarde. Essa flexibilidade é um fator positivo para a organização dos clubes.

    A consultoria Football Benchmark analisou os impactos da escolha de Budapeste como sede e da mudança de horário, destacando pontos como:
  • Localização central da cidade, facilitando o acesso de todo o continente europeu.
  • Desenvolvimento contínuo da infraestrutura urbana de Budapeste para eventos de grande porte.
  • Posicionamento mais forte da capital húngara no cenário internacional de eventos esportivos.
  • Otimização geral da logística para torcedores e delegações envolvidas na final.

Alcance de transmissão e detalhes da Arena Puskás

A Uefa argumenta que antecipar o horário da final da Champions League em três horas também amplifica a “janela” de transmissão do jogo. Este alargamento do período de exibição é esperado para impulsionar os índices de audiência em diversas plataformas. Além disso, a Confederação Europeia de Futebol prevê um maior alcance digital da partida, que será transmitida para mais de 200 países globalmente. A medida visa maximizar a visibilidade do principal torneio de clubes da Europa.

A Arena Puskás, escolhida como palco da decisão da Champions League 2025/26, foi inaugurada em 2019. O estádio, uma estrutura moderna e de ponta, possui capacidade total para 67 mil pessoas. No entanto, para a final, deverá receber 61.400 mil torcedores, uma lotação considerável. A construção desta imponente arena representou um investimento significativo de 533 milhões de euros, consolidando Budapeste como uma cidade capaz de sediar grandes eventos esportivos internacionais.

Apoio de associações de torcedores e custos

A Associação de Torcedores da Europa (FSE) manifestou apoio à iniciativa da Uefa, considerando-a um avanço significativo. Ronan Evain, diretor da FSE, classificou a medida como “um passo muito bem-vindo”. Ele enfatizou que um início de jogo mais cedo torna as viagens de um dia mais viáveis para muitos fãs, reduzindo o estresse e permitindo que desfrutem da ocasião sem preocupações com a logística noturna.

Torcedores com ingresso para a final terão acesso facilitado ao transporte público. Embarcarão de graça no metrô de Budapeste. Usarão também ônibus expresso do aeroporto ao centro. Não haverá estacionamento público no estádio, promovendo o uso coletivo. Pontos de encontro das torcidas do Paris Saint-Germain e Arsenal ficam a distância caminhável da Arena Puskás, garantindo segurança e conveniência. A FSE conversou com a Uefa sobre organização e interação policial. O ingresso mais barato custa 70 euros, cerca de R$ 409,7. No ano passado, a Mastercard indicou que a final de 2023, em Istambul, injetou 120 milhões de dólares na economia local. A Uefa não divulgou estudo sobre o impacto econômico para Budapeste.

Veja Também