A Casa Real iniciou um estudo de viabilidade técnica para avaliar a reversão das reformas estruturais realizadas em Frogmore Cottage, antiga residência oficial de Príncipe Harry e Meghan no Reino Unido. O projeto original unificou cinco unidades habitacionais distintas em uma única mansão familiar. A intervenção custou cerca de 2,4 milhões de libras aos cofres públicos na época da execução. O jornal The Sun revelou os primeiros detalhes sobre as avaliações em andamento para determinar a viabilidade do retorno ao formato original.
Agora, os administradores do patrimônio monárquico analisam detalhadamente a possibilidade de subdividir o espaço interno novamente. A medida administrativa tem o objetivo de garantir a ocupação futura do local de maneira mais eficiente e adequada às necessidades atuais da monarquia britânica. Engenheiros e arquitetos avaliam os impactos nas redes elétricas e hidráulicas instaladas recentemente. O planejamento exige precisão técnica para evitar danos à estrutura centenária.
Preservação arquitetônica e desafios estruturais no Castelo de Windsor
A propriedade possui grande relevância arquitetônica e está classificada oficialmente como Patrimônio Histórico de Grau II. Essa categorização exige cuidados rigorosos e aprovações governamentais específicas para qualquer intervenção estrutural no Reino Unido. Localizada nas dependências do Home Park do Castelo de Windsor, a residência demanda manutenção constante. O respeito absoluto à planta externa original é uma exigência inegociável das autoridades de conservação do país.
O processo de reconfiguração busca preservar as características seculares do edifício, enquanto adapta o interior para abrigar múltiplos residentes independentes. Especialistas em conservação acompanham as discussões preliminares para assegurar a integridade do patrimônio histórico. O desafio arquitetônico envolve desfazer modificações modernas sem comprometer a segurança do prédio. A conversão de cinco unidades em uma única casa exigiu a remoção de paredes divisórias e a criação de amplos espaços de convivência integrados.
Reverter esse processo significa reconstruir barreiras físicas e instalar novas cozinhas e banheiros independentes em cada uma das frações. A adaptação dos acessos externos também faz parte do planejamento técnico em andamento pelas equipes de engenharia. O custo dessa potencial nova obra ainda não foi divulgado publicamente pelos administradores do patrimônio. Nenhuma decisão final foi tomada até o momento pelas autoridades competentes da coroa.
Histórico da reforma milionária e mudança para os Estados Unidos
A reforma significativa de 2,4 milhões de libras em Frogmore Cottage foi concluída em 2018, pouco antes da cerimônia de casamento de Príncipe Harry e Meghan. O ambicioso projeto arquitetônico transformou completamente o espaço interno para atender aos padrões de segurança e conforto exigidos pelo Duque de Sussex e pela Duquesa de Sussex. Materiais de alta qualidade e sistemas avançados de segurança foram incorporados à residência histórica. O casal acompanhou de perto as escolhas de design e acabamento durante os meses de construção.
Apesar do alto investimento financeiro e do tempo dedicado à reforma, o casal residiu no local por um período muito curto. A ocupação efetiva totalizou aproximadamente 10 meses contínuos. A mudança abrupta para os Estados Unidos no início de 2020 deixou a casa recém-renovada praticamente desocupada. O estabelecimento de residência permanente na Califórnia alterou drasticamente a dinâmica de uso das propriedades reais concedidas ao casal pela monarquia.
A decisão de se afastar das funções seniores da monarquia reconfigurou a relação institucional da família e o uso dos imóveis oficiais. No ano de 2023, o Duque de Sussex e a Duquesa de Sussex foram formalmente notificados para desocupar sua única residência oficial no Reino Unido. O pedido de devolução das chaves ocorreu em um momento de transição administrativa dentro das propriedades gerenciadas pela coroa britânica.
Reembolso financeiro e impacto nos fundos da Subvenção Soberana
Após a repercussão pública sobre os custos da obra e a subsequente mudança de país, Príncipe Harry e Meghan reembolsaram integralmente os 2,4 milhões de libras. O valor devolvido cobriu todas as despesas de renovação estrutural e também incluiu um adiantamento referente ao aluguel da propriedade. Originalmente, os custos da reforma foram suportados pela Subvenção Soberana. Esse mecanismo financeiro consiste em um fundo público mantido pelo governo em troca da renúncia do monarca às receitas geradas pelo vasto portfólio de terras e imóveis da coroa.
O pagamento da dívida milionária aliviou a pressão sobre as finanças públicas e encerrou as obrigações financeiras do casal em relação à propriedade em Windsor. A devolução dos recursos à Subvenção Soberana permitiu que o fundo realocasse o montante para a manutenção de outros edifícios históricos que necessitavam de reparos urgentes. A transparência nos relatórios financeiros da monarquia demonstrou a quitação completa do débito no ano fiscal correspondente.
A decisão de solicitar a desocupação imediata da propriedade foi amplamente interpretada por analistas reais como uma repreensão direta do Rei Carlos III ao seu filho mais novo. A medida administrativa refletiu o distanciamento crescente entre os membros da família. Desde a transferência definitiva para a América do Norte em 2020, Príncipe Harry tem feito críticas à instituição monárquica em entrevistas e documentários. As declarações incluíram alegações sobre a falta de apoio institucional nos bastidores do palácio.
Cronologia de ocupação e decisões administrativas recentes
A posse de Frogmore Cottage tem sido o centro de diversas decisões de gestão e mudanças de ocupação ao longo dos últimos anos. O histórico recente da propriedade ilustra as alterações na dinâmica da família real britânica e a necessidade de otimização do patrimônio arquitetônico:
- No ano de 2018, a Rainha Elizabeth II concedeu o direito de uso da propriedade a Príncipe Harry e Meghan logo após o casamento real.
- Entre 2018 e 2019, uma reforma de 2,4 milhões de libras converteu cinco unidades habitacionais em uma residência de luxo para a família.
- Durante o ano de 2019, Príncipe Harry e Meghan residiram continuamente no local por um período de aproximadamente 10 meses.
- Em 2020, o casal mudou-se definitivamente para a Califórnia, nos Estados Unidos, utilizando a propriedade britânica apenas em raras visitas oficiais.
- No início de 2023, o casal foi formalmente solicitado a desocupar a residência e concluiu o reembolso dos custos de reforma e aluguel.
- No período pós-2023, a residência foi oferecida a Andrew Mountbatten-Windsor, que declinou a oferta e manteve sua base em Sandringham, Norfolk.
O pedido de desocupação ocorreu semanas após o lançamento global do livro de memórias de Príncipe Harry, intitulado “Spare”. A publicação gerou intensa controvérsia internacional ao expor conflitos internos da família real britânica. A entrega definitiva do imóvel marcou o fim da base física do casal em solo britânico. Os relatórios oficiais de contas reais referentes ao período de 2018 e 2019 descreveram as obras originais como a reconfiguração completa de cinco unidades residenciais que se encontravam em mau estado de conservação.
Nenhum trabalho físico de reconfiguração foi iniciado no local até o presente momento, reforçando que o processo permanece estritamente na fase de estudo e planejamento orçamentário. A propriedade segue sob a gestão direta da Casa Real, que agora define os próximos passos para a utilização do espaço histórico dentro dos limites do Castelo de Windsor. A administração foca em encontrar uma solução que equilibre a preservação do Patrimônio Histórico de Grau II com a utilidade prática para os membros da coroa.

