Copa do Mundo

Brasileirão registra recorde de 32 jogadores convocados para Copa do Mundo 2026

Léo Pereira - Instagram
Léo Pereira - Instagram

O Campeonato Brasileiro vai ter o maior número de representantes em uma Copa do Mundo. Ao todo, 32 atletas que disputam a Série A foram chamados para o torneio de 2026. O número supera o recorde anterior, que era de 27 jogadores em 1974.

Sete deles defendem a Seleção Brasileira. Os outros 25 vão representar seleções estrangeiras, principalmente sul-americanas. Flamengo e Palmeiras são os clubes que mais cederam jogadores.

Flamengo lidera com nove convocados

O Flamengo tem nove atletas na lista de convocados. Quatro deles vão com a Seleção Brasileira: Danilo, Léo Pereira, Alex Sandro e Lucas Paquetá. Os outros cinco defendem seleções sul-americanas.

Guillermo Varela, Nicolás de la Cruz e Giorgian de Arrascaeta foram chamados pelo Uruguai. Gonzalo Plata representa o Equador. Jorge Carrascal foi selecionado pela Colômbia.

O clube rubro-negro se destaca pela diversidade de países. Nove atletas vão disputar o Mundial em diferentes seleções. Isso reflete o elenco variado montado pela diretoria nos últimos anos.

Lucas Paquetá Seleção Brasileira
Lucas Paquetá Seleção Brasileira – Foto: X

Palmeiras tem sete atletas na Copa

O Palmeiras aparece logo atrás, com sete convocados. O Verdão distribui seus jogadores por quatro seleções diferentes. Três atletas vão com o Paraguai: Gustavo Gómez, Maurício e Ramón Sosa.

Joaquín Piquerez e Emiliano Martínez representam o Uruguai. Jhon Arias foi chamado pela Colômbia. Flaco López defende a Argentina.

O clube paulista tem forte presença sul-americana. Seus jogadores se firmaram como referências nas respectivas seleções durante as Eliminatórias.

Atlético-MG e outros clubes com representantes

O Atlético-MG cedeu quatro jogadores. Três deles vão com o Equador: Alan Franco, Alan Minda e Ângelo Preciado. Junior Alonso foi convocado pelo Paraguai.

Outros clubes também têm atletas na lista:

  • Grêmio: Weverton (Brasil) e Fabián Balbuena (Paraguai)
  • Internacional: Sergio Rochet (Uruguai) e Félix Torres (Equador)
  • Botafogo: Danilo (Brasil)
  • Santos: Neymar (Brasil)
  • Fluminense: Canobbio (Uruguai)
  • São Paulo: Damián Bobadilla (Paraguai)
  • Red Bull Bragantino: Isidro Pitta (Paraguai)
  • Vasco: Andres Gomez (Colômbia)
  • Athletico-PR: Portilla (Colômbia)
  • Corinthians: Memphis Depay (Holanda)

Treze dos 20 times da Série A terão representantes na Copa.

  • Weverton (Grêmio)
  • Danilo (Flamengo)
  • Léo Pereira (Flamengo)
  • Alex Sandro (Flamengo)
  • Lucas Paquetá (Flamengo)
  • Danilo (Botafogo)
  • Neymar (Santos)

Seleções sul-americanas dominam as convocações

O Uruguai e o Paraguai lideram entre as seleções estrangeiras, com sete convocados cada. O Equador tem cinco e a Colômbia, quatro. A Argentina chamou apenas Flaco López, do Palmeiras. Memphis Depay, do Corinthians, é o único europeu.

O alto número de sul-americanos coincide com a presença de 158 estrangeiros na Série A. Colombianos, uruguaios e paraguaios se adaptam bem ao futebol brasileiro.

Especialistas apontam a estrutura do Brasileirão como atrativo. O campeonato oferece competitividade, visibilidade e possibilidade de valorização.

Comparação com edições anteriores

Nas últimas Copas, o número de jogadores do Brasileirão foi bem menor. Em 2022, foram apenas sete. Em 2018, nove. Em 2014, 11. O recorde anterior de 27 veio em 1974, quando o futebol brasileiro ainda tinha menos atletas no exterior.

Em anos de título brasileiro, o número variou. Brasil de 1958, 1962 e 1970 tiveram 22 cada. Em 1994 foram 11 e em 2002, 15.

O salto para 32 em 2026 mostra o crescimento do campeonato como polo de talentos sul-americanos.

Impacto nos clubes durante a Copa

Os clubes vão liberar os jogadores por várias semanas. Isso afeta o planejamento para o segundo semestre do Brasileirão. Times como Flamengo e Palmeiras terão desfalques significativos.

A CBF e a entidade organizadora da Copa definem as datas de liberação. Os atletas devem se apresentar às seleções com antecedência para preparação.

O recorde reforça o nível técnico da Série A. Muitos dos convocados são titulares em seus clubes e seleções.

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