Aston Martin vive momento difícil na temporada 2026 da Fórmula 1. A equipe ainda não somou pontos após cinco grandes prêmios. Problemas no motor Honda e no chassi projetado por Adrian Newey marcaram o início da parceria. Fernando Alonso e Lance Stroll acumulam abandonos. O time ocupa a última posição no campeonato de construtores, empatado com a Cadillac.
Shintaro Orihara, diretor geral de pista e engenheiro chefe da Honda, expôs as medidas para o GP de Mônaco. A equipe trabalhou no simulador no AMR Technology Campus. O foco está na gestão de energia e na refrigeração, aspectos críticos no traçado urbano de Montecarlo.
Circuito de Mônaco exige preparação específica da unidade de potência
O traçado de Montecarlo apresenta características únicas. As unidades de potência da Honda precisam de ajustes para lidar com as condições locais. Orihara destacou que sessões de driver-in-loop ajudaram a otimizar a configuração de gestão de energia.
Esses testes no simulador buscaram melhorar o desempenho em um circuito onde a qualificação ganha peso extra. Dificuldades para ultrapassar aumentam a importância da posição de largada. A Honda preparou a unidade de potência para se adaptar melhor ao ambiente de baixa velocidade.
- Gestão de energia otimizada para curvas lentas
- Configuração ajustada para tráfego denso
- Colaboração direta com Aston Martin no setup
- Ênfase na confiabilidade durante a corrida
A preparação incluiu análises detalhadas de dados coletados em corridas anteriores. A equipe busca reduzir vibrações que afetaram o desempenho inicial da temporada.
Problemas iniciais da Aston Martin e Honda na temporada 2026
A parceria entre Aston Martin e Honda começou com desafios. O motor apresentou vibrações excessivas em vários fins de semana. O chassi AMR26 também não entregou o desempenho esperado. Fernando Alonso abandonou três vezes. Lance Stroll teve o mesmo número de retiradas.
O time registrou resultados como 18º lugar para Alonso no Japão e 15º em Miami. Stroll marcou 15º no Canadá e 17º em Miami nas corridas que completou. A falta de pontos deixou a Aston Martin na lanterna da tabela.
A Honda trabalhou em melhorias na bateria e na confiabilidade geral. Atualizações foram introduzidas gradualmente. O período entre corridas permitiu testes mais intensos no Japão e no Reino Unido.
Foco na refrigeração para os trechos de baixa velocidade
Mônaco cobra alto na refrigeração por causa das médias baixas. Orihara explicou que a equipe busca boa configuração para operar tanto em ar limpo quanto em tráfego. A colaboração com Aston Martin é fundamental nesse ponto.
O engenheiro japonês reforçou que os trechos lentos complicam o gerenciamento térmico da unidade de potência. A Honda ajustou parâmetros para manter o desempenho estável durante toda a volta. Isso deve ajudar os pilotos a ganharem confiança.
Mais tempo de pista favorece ajustes finos
O fim de semana de Mônaco volta ao formato tradicional. São três horas de treinos livres. Orihara vê oportunidade para coletar feedback dos pilotos e refinar a gestão de energia.
A manejabilidade ganha importância em um circuito cheio de curvas de baixa velocidade. Melhorias nesse aspecto podem render tempo por volta. A equipe pretende maximizar o uso da pista desde os primeiros treinos.
Os dados dos pilotos durante as sessões serão analisados em tempo real. Isso permite correções rápidas antes da classificação. A estratégia visa dar mais confiança para Fernando Alonso e Lance Stroll.
Expectativas realistas para o desempenho em Montecarlo
A Honda não promete saltos grandes. O trabalho se concentra em evoluções incrementais. A equipe acumula conhecimento sobre o novo regulamento de 2026.
Fernando Alonso, experiente em Mônaco, pode se beneficiar dos ajustes. O espanhol busca extrair o máximo do AMR26 em um traçado que já conhece bem. Lance Stroll também conta com o apoio técnico reforçado.
A Aston Martin espera pontuar pela primeira vez na temporada. O foco está em completar a corrida com confiabilidade. Melhorias na energia e refrigeração são chave para isso.
Histórico recente da equipe no principado
Mônaco sempre representa um desafio técnico. A pista estreita pune erros e exige precisão. A Honda usou o simulador para preparar cenários específicos de tráfego.
Resultados anteriores da parceria mostram evolução gradual. A primeira chegada dupla da temporada veio em Miami. Isso indica progresso apesar das dificuldades iniciais.
A equipe leva para Montecarlo lições de corridas como Japão e Canadá. O objetivo é traduzir os testes em desempenho real na pista.
Shintaro Orihara encerrou suas declarações destacando a importância da manejabilidade. O engenheiro acredita que ganhos nesse setor podem fazer diferença em Mônaco. A Honda e a Aston Martin seguem trabalhando juntas para superar o mau início de ano.