O diretor Adam Marcus, de 58 anos, fez duras críticas ao ator Val Kilmer. Ele trabalhou com o astro no filme Conspiração, lançado em 2008. As declarações vieram em uma postagem no Threads que depois foi apagada.
Val Kilmer morreu em abril de 2025, aos 65 anos, vítima de pneumonia. Marcus não hesitou em falar sobre o convívio difícil mesmo após a morte do ator.
Adam Marcus descreve comportamento no set de Conspiração
O cineasta publicou o texto no último fim de semana. Ele relembrou o período de gravações do thriller de ação. Marcus citou o papel de Val Kilmer como Iceman em Top Gun e como Doc Holliday em Tombstone para identificar o ator.
“Aqui estou eu e o idiota nos entendendo no set de Conspiração. Pois é, isso aconteceu”, escreveu.
Ele seguiu com mais detalhes sobre o que considerou um comportamento inaceitável. O diretor mencionou que o ator recebeu 1,5 milhão de dólares pelo trabalho. Ainda assim, Marcus alegou atitudes que, segundo ele, seriam canceladas nos dias atuais.
O post gerou repercussão rápida. Muitos fãs de Val Kilmer reagiram com defesa ao legado do ator. Outros lembraram relatos antigos de sets complicados.
Críticas anteriores a Val Kilmer voltam à tona
Val Kilmer acumulou histórias semelhantes em outros projetos. O diretor Joel Schumacher, responsável por Batman Eternamente de 1995, já o havia chamado de infantil e impossível de trabalhar.
John Frankenheimer também expressou insatisfação após A Ilha do Dr. Moreau, de 1996. Ele disse que nunca mais trabalharia com o ator.
Esses episódios antigos circularam novamente após a postagem de Marcus. O debate sobre a personalidade de Val Kilmer nos bastidores ganhou força nas redes.
- Joel Schumacher dirigiu Batman Eternamente e criticou o comportamento de Val Kilmer
- John Frankenheimer trabalhou com o ator em A Ilha do Dr. Moreau e recusou futuras colaborações
- Adam Marcus dirigiu Conspiração em 2008 e relatou experiências negativas
- Val Kilmer interpretou Iceman em Top Gun e Doc Holliday em Tombstone
- O ator morreu em abril de 2025, aos 65 anos, por complicações de pneumonia
Reações dividem fãs e profissionais da indústria
Parte do público condenou o timing da crítica, mais de um ano após a morte de Val Kilmer. Outros defenderam o direito de Marcus falar sobre sua experiência pessoal.
O diretor antecipou críticas ao afirmar que não se importava com a regra de não falar mal dos mortos. Ele completou que o pior ser humano que já conheceu era Val Kilmer, e que isso dizia muito.
A filha de Val Kilmer, Mercedes Kilmer, já havia se manifestado em outros contextos sobre o pai. Recentemente, ela defendeu o uso de inteligência artificial para recriar a imagem do ator em um novo projeto.
O caso reacendeu discussões sobre conduta em sets de filmagem. Profissionais do cinema comentaram o equilíbrio entre talento e relacionamento interpessoal.
Legado de Val Kilmer ultrapassa controvérsias
Val Kilmer construiu uma carreira marcante em Hollywood. Ele viveu Jim Morrison em The Doors, de Oliver Stone, e interpretou Batman no filme de 1995.
O ator também enfrentou problemas de saúde. Diagnosticado com câncer de garganta em 2014, ele passou por tratamentos que afetaram sua voz. Ainda assim, continuou ativo em produções.
Conspiração nunca alcançou grande sucesso comercial. O filme direto para vídeo ficou conhecido mais pelos bastidores do que pela trama.
Marcus apagou as postagens horas depois. Mesmo assim, capturas de tela circularam amplamente.
Detalhes sobre o filme Conspiração e o trabalho com Val Kilmer
O thriller de 2008 tinha elementos de ação e conspiração política. Val Kilmer ocupava um papel central na história.
Marcus relatou que o convívio foi marcado por dificuldades constantes. Ele não entrou em detalhes específicos sobre incidentes, mas deixou claro o impacto negativo na produção.
Outros membros da equipe não se pronunciaram publicamente sobre o caso até o momento. A indústria do cinema costuma tratar esses relatos com cautela.
Fãs destacaram o talento de Val Kilmer em papéis icônicos. Para muitos, o carisma na tela compensava histórias de sets turbulentos.
O debate continua nas redes sociais. Alguns veem a crítica como desnecessária. Outros consideram importante discutir dinâmicas de poder em Hollywood.