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Criptomoeda Bitcoin atinge menor cotação desde outubro de 2024 em queda acentuada

Moedas Bitcoin
Moedas Bitcoin - Sunlight_s/ Shutterstock.com

O Bitcoin despencou abaixo de US$ 60 mil nesta sexta-feira (5). A criptomoeda operava em torno de US$ 59.770 por volta das 13h15 no horário de Brasília, com perda de cerca de 6% no dia. O movimento marca a primeira vez que o ativo atinge esse patamar desde outubro de 2024.

A queda ocorre após sequência de recordes. Logo após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas de novembro de 2024, o Bitcoin disparou. A criptomoeda chegou a superar US$ 100 mil pela primeira vez e alcançou o pico histórico de US$ 126.251,31.

Queda interrompe euforia pós-eleição

O otimismo inicial com a eleição de Donald Trump se dissipou ao longo dos meses. O republicano, visto como incentivador do setor de criptomoedas, celebrou publicamente o avanço do Bitcoin para além de US$ 100 mil. No entanto, fatores macroeconômicos pesaram sobre o ativo.

Investidores observam com atenção o comportamento de grandes players. A MicroStrategy, maior detentora corporativa de Bitcoin, realizou uma pequena venda recente, o que gerou preocupação mesmo com o volume ainda elevado em sua carteira. Saídas de recursos de fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin também contribuíram para a pressão vendedora.

  • MicroStrategy vendeu pequena quantidade de BTC pela primeira vez desde 2022
  • ETFs de Bitcoin registraram saídas significativas nas últimas semanas
  • Liquidações em cascata atingiram bilhões de dólares em posições alavancadas
  • Previsão de traders em mercados de apostas aponta chance elevada de novas mínimas
Bitcoin, moeda digital, criptomoedas
Bitcoin, moeda digital, criptomoedas – MF3d/ istockphoto.com

Incertezas regulatórias afetam o mercado

O projeto de lei conhecido como Lei CLARITY, que busca estabelecer regras claras para o setor de ativos digitais nos Estados Unidos, enfrenta obstáculos no Senado. A demora na aprovação gera insegurança entre participantes do mercado.

Analistas destacam que os avanços esperados na legislação não se materializaram no ritmo desejado. James Butterfill, da CoinShares, apontou que a falta de progressos na lei contribui para o clima pessimista atual. O Bitcoin também sofre influência de outros mercados, como o de tecnologia e metais preciosos.

A cotação da criptomoeda reflete um cenário mais amplo de aversão ao risco. Desde o início de 2026, o ativo acumula perdas expressivas após o forte rally do final de 2024 e início de 2025. O ambiente externo, com preocupações sobre juros e inflação, amplifica as oscilações típicas do Bitcoin.

Contexto histórico da volatilidade

O Bitcoin sempre apresentou movimentos bruscos de preço. Após o recorde recente, a correção atual representa recuo de mais de 50% em relação ao topo. Essa dinâmica já ocorreu em ciclos anteriores da criptomoeda.

Especialistas acompanham o suporte técnico na região dos US$ 60 mil. Quebras abaixo desse nível podem abrir caminho para testes em patamares ainda menores, segundo projeções de casas de análise. No entanto, o histórico mostra capacidade de recuperação em momentos de extremo pessimismo.

O volume de negociações permanece elevado. Participantes do mercado avaliam se a queda representa oportunidade de compra ou sinal de tendência mais prolongada de baixa. A influência de Donald Trump no discurso pró-cripto continua presente, mas o preço responde a variáveis concretas do dia a dia.

Impactos no ecossistema cripto

Outras criptomoedas também sentem o efeito da movimentação do Bitcoin. Ethereum e altcoins registram quedas simultâneas, ampliando as perdas no mercado como um todo. O índice de medo e ganância no setor chegou a níveis de extremo temor.

Empresas ligadas ao setor ajustam estratégias. Algumas reduzem exposição ou buscam diversificação enquanto aguardam maior clareza regulatória. O ambiente de incerteza afeta desde grandes instituições até investidores de varejo.

A oscilação reforça a característica especulativa do ativo. Quem acompanha o Bitcoin de perto sabe que períodos de euforia costumam ser seguidos por correções fortes, muitas vezes mais profundas do que o esperado inicialmente.

Perspectivas para os próximos dias

O mercado aguarda novos catalisadores. Qualquer avanço na tramitação da Lei CLARITY pode influenciar o sentimento dos investidores. Da mesma forma, dados econômicos dos Estados Unidos sobre inflação e emprego tendem a ditar o ritmo das próximas sessões.

Analistas recomendam cautela. A volatilidade permanece alta, e posições alavancadas aumentam o risco de liquidações adicionais. Quem opera no mercado de criptomoedas precisa monitorar de perto os suportes técnicos e o fluxo de notícias regulatórias.

O Bitcoin encerra mais uma semana de forte pressão. A cotação abaixo de US$ 60 mil reacende debates sobre o futuro do ativo, mas também evidencia a resiliência histórica do setor diante de ciclos de alta e baixa.

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