Meio Ambiente

Balsamina do Himalaia proibida na França ainda invade jardins de todo o país

Balsamina do Himalaia
Balsamina do Himalaia - INTREEGUE Photography/shutterstock.com

Se você identifica uma flor rosada alta em seu jardim, pode estar diante de um problema regulado por lei.

Apesar das flores atraentes em tons de rosa, a planta exige cuidado. Ela se torna altamente invasora, causa danos ao jardim e chama atenção pelo porte, que varia de 1,5 a 3 metros de altura.

As hastes grossas são ocas e cheias de seiva. As folhas alongadas têm bordas serrilhadas marcantes, com 10 a 25 centímetros. De julho a outubro, surgem flores vivas em rosa, púrpura ou branco, que lembram pequenos capacetes ou orquídeas.

Outra marca registrada são os frutos em cápsulas alongadas e verdes. Quando maduros, explodem ao menor toque e lançam sementes a vários metros de distância. Por isso, alguns a chamam de “planta saltadora”. Cada flor gera até 800 sementes, o que torna o controle praticamente impossível e reforça seu caráter invasor.

Balsamina do Himalaia
Balsamina do Himalaia – Martin Fowler/shutterstock.com

Essa espécie é a balsamina do Himalaia, conhecida cientificamente como Impatiens glandulifera. A proibição não decorre de toxicidade, mas de seu potencial para se espalhar rapidamente, competir com plantas nativas, enfraquecer margens de rios e alterar ecossistemas inteiros. Desde 2017, integra a lista de espécies exóticas invasoras de preocupação para a União Europeia.

A posse, o cultivo, o transporte, a comercialização e a introdução no ambiente seguem regras rigorosas ou são vetados conforme o país. Na França e no restante da UE, fica proibido importar, cultivar, plantar, comercializar ou soltar intencionalmente essa planta na natureza.

Vale arrancar a planta caso ela apareça no jardim? Depende da situação. Pé isolados podem ser removidos antes da formação de sementes, entre junho e início de julho. É essencial puxar a planta inteira e impedir que flores se desenvolvam. Depois de arrancada, ela não deve ir para a compostagem. Em casos de colônias maiores, o ideal é consultar a prefeitura local para orientações adequadas, pois uma remoção malfeita pode piorar a dispersão das sementes.

Quais são os riscos reais de ter a espécie no jardim? O artigo L415-3 do Código do Meio Ambiente prevê sanções severas até três anos de prisão e 150 mil euros de multa para quem contribui com a propagação da planta proibida. Na prática, porém, fiscalizações em residências particulares são raras. O foco maior recai sobre comercialização, troca de sementes e plantio voluntário, com o objetivo de conter a expansão. Por isso, evite fazer mudas, doar, plantar ou vender a balsamina.

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