O Galaxy Tab S11 Ultra se posiciona como o tablet mais avançado do catálogo da Samsung, reunindo desempenho de ponta e recursos premium em um único dispositivo. Lançado em setembro de 2025 com preço sugerido de R$ 9.999, o modelo já pode ser encontrado por valores a partir de R$ 7.199 em varejistas como a Casas Bahia, o que representa uma redução significativa para quem busca investir em um equipamento de alto nível.
Entre seus principais atrativos está a ampla tela de 14,6 polegadas, que combina taxa de atualização de 120 Hz com brilho máximo de 1.600 nits, proporcionando uma experiência visual fluida, nítida e confortável para produtividade e entretenimento. Ainda assim, o tamanho continua sendo um ponto que pode incomodar alguns usuários, exatamente como acontecia no Galaxy Tab S10 Ultra. E, embora a Samsung tenha refinado alguns aspectos da experiência, a sensação é de que poucas coisas mudaram de uma geração para outra. A seguir, confira a análise completa do tablet premium.
Ficha técnica do Galaxy Tab S11 Ultra
- Tamanho da tela: 14,6 polegadas
- Resolução da tela: WQXGA+ (2.960 x 1.848 pixels)
- Painel da tela: AMOLED Dinâmico 2X
- Câmera principal: 13 MP + 8 MP
- Câmera frontal: 12 MP
- Sistema: Android 16
- Processador: Dimensity 9400+
- Memória RAM: 12 GB
- Armazenamento: 512 GB
- Cartão de memória: sim (até 2 TB)
- Capacidade da bateria: 11.600 mAh
- Cores: cinza
- Lançamento: setembro de 2025
- Preço de lançamento: R$ 9.999
Design
Apesar de suas dimensões generosas, o Galaxy Tab S11 Ultra se destaca pelo design sofisticado e pela construção cuidadosamente refinada, equilibrando elegância e funcionalidade. Com medidas de 326,3 x 208,5 x 5,1 mm e peso que varia entre 692 e 695 gramas, o dispositivo apresenta um perfil extremamente fino e um peso relativamente adequado para um tablet desse porte.
Mesmo com a espessura reduzida, o tablet não abre mão da robustez estrutural, com um corpo unificado em alumínio que reforça a sensação de durabilidade e acabamento premium. A construção sólida é complementada pela certificação IP68, que assegura resistência à poeira e à imersão em água de até 1,5 metro por até 30 minutos. Por outro lado, um aspecto que pode ser visto como limitação é a disponibilidade restrita à cor cinza.
No contato inicial, porém, a sensação é de familiaridade. Embora o Galaxy Tab S11 Ultra pareça ligeiramente mais fino nas mãos, as mudanças visuais em relação à geração anterior são bastante discretas, mantendo praticamente a mesma proposta estética do Tab S10 Ultra. A traseira, o módulo de câmeras e a construção em alumínio seguem uma linha muito semelhante, o que reforça a impressão de continuidade entre as gerações.
A principal diferença perceptível está justamente na área magnética dedicada à S Pen. Nesta geração, a Samsung reposicionou o encaixe da caneta, alterando a forma como o acessório fica acomodado no dispositivo. Trata-se de uma mudança pequena, mas que acaba sendo um dos detalhes mais imediatamente perceptíveis no uso cotidiano.
Outro ponto que merece atenção está nos acessórios e na experiência com a capa magnética. Em comparação com a geração anterior, a sensação é de que a fabricante simplificou o design. O novo sistema de apoio oferece menos possibilidades de inclinação, o que pode limitar o conforto em determinados cenários de uso.
Assistir a vídeos e utilizar o tablet sobre a mesa foram tarefas desafiadoras para mim, justamente pela limitação nos ângulos de ajuste. Minha cadeira é baixa, mas, se você tem um assento alto, isso não vai preocupar. Tudo depende da altura da superfície e da sua posição.
A mudança também impactou a experiência com a S Pen. No Galaxy Tab S10 Ultra, a caneta ficava mais protegida e integrada ao conjunto quando armazenada junto à capa. Já no Tab S11 Ultra, o encaixe magnético parece menos funcional no uso cotidiano, deixando a S Pen mais exposta e reduzindo a praticidade para transporte.
Tela
Quando o assunto é tela principal destaque em qualquer tablet , a Samsung mantém o alto padrão no Galaxy Tab S11 Ultra. O modelo tem um painel Dynamic AMOLED 2X de 14,6 polegadas, resolução WQXGA+ (2.960 x 1.848 pixels) e taxa de atualização de 120 Hz, entregando imagens extremamente nítidas, cores vibrantes e excelente fluidez. A presença do modo adaptativo eleva ainda mais a eficiência, já que reduz a taxa para até 1 Hz em conteúdos estáticos e ajusta dinamicamente até 120 Hz durante a navegação.
Além disso, o tablet alcança brilho máximo de 1.600 nits, o que garante ótima visibilidade mesmo em ambientes externos ou sob luz intensa. Outro diferencial importante é a tecnologia antirreflexo, que minimiza interferências de luz e preserva a nitidez das imagens em diferentes ângulos de visão.
Na prática, a experiência visual continua sendo um dos pontos fortes do Tab S11 Ultra. A tela gigante favorece o consumo de filmes, séries e jogos, entregando um nível de imersão que dificilmente seria alcançado em dispositivos menores. Para quem prioriza entretenimento, o tamanho pode ser um grande diferencial, mesmo que ele também torne o tablet menos portátil no dia a dia.
Por outro lado, repito: a sensação é de continuidade em relação à geração passada. Embora a ficha técnica traga melhorias pontuais, principalmente no brilho, as mudanças não parecem tão perceptíveis durante o uso cotidiano. A experiência permanece extremamente premium, mas sem transmitir uma evolução realmente significativa em comparação com o modelo anterior.
Câmera
Embora câmeras raramente sejam o principal atrativo em tablets, o Galaxy Tab S11 Ultra preserva sua proposta premium ao investir em um conjunto óptico competente e bem elaborado. Confira como as lentes estão distribuídas:
- Câmera principal de 13 MP com abertura de f/2.0;
- Câmera ultrawide de 8 MP com abertura de f/2.2;
- Câmera frontal de 12 MP com abertura de f/2.4.
No conjunto traseiro, o Galaxy Tab S11 Ultra traz um sensor principal de 13 MP com abertura f/2.0 e foco automático, acompanhado por uma lente ultrawide de 8 MP. O sistema ainda conta com flash LED e suporte a HDR, o que contribui para melhores resultados em cenários variados.
Na prática, porém, a experiência fotográfica continua limitada, com resultados semelhantes aos do S10 Ultra. As imagens funcionam bem em ambientes iluminados, mas ainda carregam aquela aparência típica de câmeras de tablets e smartphones de entrada, ficando atrás dos modelos premium da própria Samsung.
Os principais problemas aparecem justamente em cenários de baixa luminosidade, nos quais há perda de nitidez. O zoom também não impressiona: conforme a ampliação aumenta, as fotos rapidamente ficam mais granuladas, pixeladas e sem foco, comprometendo a qualidade final das imagens.
Por outro lado, o modo retrato frontal merece elogios. Durante os testes, o efeito bokeh chamou atenção pela precisão no recorte e pela separação consistente entre fundo e rosto, algo que até alguns smartphones ainda executam de forma inconsistente.