Internacional

Irã cobra retirada de forças estrangeiras do Estreito de Ormuz após incidente com helicóptero dos EUA

Bandeira nacional iraniana
Bandeira nacional iraniana - XRONX X LIFE/ Shutterstock.com

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que forças estrangeiras posicionadas perto do território iraniano correm “risco constante” por causa de possíveis erros humanos, acidentes ou situações de fogo cruzado, e defendeu que elas saiam da área.

“Para reduzir esses riscos, a melhor solução é que as forças estrangeiras deixem, assim que possível, um ambiente que jamais será hospitaleiro a uma presença hostil”, escreveu Araghchi em publicação na plataforma X.

As declarações ocorreram depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizou o Irã pela derrubada de um helicóptero Apache americano que fazia patrulha noturna no Estreito de Ormuz. Segundo Trump, Washington precisa responder ao episódio.

O controle da hidrovia figura entre os temas mais delicados nas conversas entre EUA e Irã. Teerã reivindica o direito de gerir o estreito e cobrar taxas de navegação e segurança, ao passo que Washington mantém bloqueio naval contra navios que param em portos iranianos, com o objetivo de pressionar a economia do país.

Ao mesmo tempo, o fechamento parcial de Ormuz provocou a maior crise energética desde os anos 1970, restringindo as opções de exportação de petróleo, gás natural e outras commodities para os países do Golfo Pérsico e elevando preocupações globais com suprimento e preços.

Eis a íntegra da mensagem publicada por Araghchi: “O Estreito de Ormuz não está localizado em águas internacionais, mas em águas compartilhadas por Irã e Omã, a milhares de milhas da costa dos Estados Unidos. As fronteiras marítimas são absolutamente claras. Nossas poderosas Forças Armadas permanecem em alerta constante diante de qualquer violação do espaço aéreo, do território ou das águas territoriais iranianas. Forças estrangeiras que operam próximas ao nosso território enfrentam riscos constantes devido a erros humanos, acidentes ou à possibilidade de serem atingidas em fogo cruzado. Para reduzir esses riscos, a melhor solução é que as forças estrangeiras deixem, assim que possível, um ambiente que jamais será hospitaleiro a uma presença hostil. O Irã prefere a linguagem da diplomacia. Contudo, como nossos corajosos guerreiros já mostraram ao mundo, também sabemos falar outras línguas.”

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