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Irã e EUA trocam ataques militares após queda de helicóptero no Estreito de Ormuz; base no Bahrein atingida

Donald J Trump
Donald J Trump - Instagram

Os Estados Unidos realizaram uma série de bombardeios contra o território iraniano nesta terça-feira (9). A ação foi uma retaliação à derrubada de um helicóptero Apache na região do Estreito de Ormuz, ocorrida no dia anterior.

Em resposta, o Irã atacou a Quinta Frota Naval dos EUA, que está estacionada no Bahrein, conforme relatos da mídia estatal iraniana.

A Guarda Revolucionária iraniana descreveu sua reação como “contundente”, enquanto o chanceler Abbas Araghchi declarou que “nenhum ataque ficará sem resposta” e sugeriu que os americanos “deixem a região se quiserem ficar seguros”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irã de ter derrubado o helicóptero dos Estados Unidos.

O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou o início dos ataques de “autodefesa” contra o Irã, às 17h ET (18h no horário de Brasília), sob ordens do Comandante-em-Chefe Donald Trump. O Centcom descreveu a missão como uma “resposta proporcional à agressão iraniana injustificada”.

Posteriormente, o Centcom detalhou que os alvos incluíram defesa antiaérea iraniana, estações de controle e radares que monitoram o Estreito de Ormuz.

Horas antes dos bombardeios, Donald Trump já havia acusado publicamente o Irã de derrubar o helicóptero e prometeu uma resposta. Ele afirmou à emissora ABC que a retaliação deveria ser “muito forte, muito poderosa — e é isso que ela é”.

Um oficial norte-americano informou ao site Axios que as forças dos EUA atingiram diversos sistemas de defesa aérea e de radares na região do Estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica para o comércio global de petróleo.

Agências de notícias estatais iranianas, como Irib, Isna e Mehr, reportaram ataques nas ilhas de Qeshm e Ormuz, bem como nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, no sul do país. No entanto, a origem dos ataques foi inicialmente descrita como “desconhecida”.

Minutos após a ofensiva americana, a Guarda Revolucionária do Irã reafirmou seu aviso de que “assim como alertamos horas antes, o Irã dará uma resposta contundente à agressão dos EUA”. O chanceler Abbas Araghchi reforçou que o país “não deixará nenhum ataque ou ameaça sem resposta”.

Ainda não está claro como essa nova escalada impactará o frágil cessar-fogo em vigor desde o início de abril, nem as negociações em andamento para o fim do conflito. Uma autoridade dos EUA disse à CNN Internacional que o ataque desta terça-feira serviu como um aviso ao Irã e que o governo Trump acredita que isso prejudicará as negociações de paz.

Mesmo com a retaliação, os EUA continuam buscando uma resolução para o conflito. Trump havia declarado na segunda-feira que as tratativas para um acordo estavam “na fase final”. A trégua foi recentemente violada por Israel e Irã em uma troca de bombardeios que também foi criticada por Trump. O analista Guga Chacra, da GloboNews, considerou o bombardeio dos EUA uma “resposta calibrada e proporcional” à derrubada do helicóptero.

Queda de helicóptero Apache em Ormuz

O helicóptero Apache dos EUA operava na região do Estreito de Ormuz quando caiu por volta das 18h30 de segunda-feira. O Comando Central do Exército dos EUA informou que os dois tripulantes foram resgatados em condição estável cerca de duas horas após o incidente.

O capitão Tim Hawkins, porta-voz da pasta, explicou que o resgate dos soldados foi realizado na água com o uso de um drone marítimo não tripulado. O modelo específico do equipamento não foi revelado, apenas que possui cerca de sete metros de comprimento.

A causa exata da queda do helicóptero permanece sob investigação do Exército dos EUA. Uma autoridade militar norte-americana disse à agência de notícias Associated Press (AP) na tarde desta terça-feira que o Apache AH-64 teria sido abatido por um drone Shahed iraniano, mas a investigação ainda não determinou se o ataque foi intencional.

Esta seria a primeira perda de um helicóptero Apache pelos EUA durante a guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro. A derrubada marca uma escalada significativa na natureza dos ativos atingidos, pois perdas anteriores na região concentravam-se em drones, representando um risco maior para equipamentos e pessoal de primeira linha.

O AH-64 Apache é reconhecido como o principal helicóptero de ataque do Exército dos EUA e um dos mais avançados do mundo. Entrou em serviço em 1984, capaz de atingir velocidades de até 365 km/h, e pode ser equipado com até 22 mísseis de precisão e 76 foguetes não guiados, além de canhões de disparo rápido, conferindo-lhe um poder de fogo considerável em operações.

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