Copa do Mundo

Primeiro gol, zebras e recordes: 26 curiosidades que definem a história das Copas do Mundo

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A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) com o pontapé inicial da 23ª edição do torneio, que pela primeira vez reunirá 48 seleções em três países-sede: Estados Unidos, Canadá e México. Quase um século após a estreia em 1930, o maior evento de futebol do planeta acumula histórias que vão muito além dos gramados.

Desde o gol inaugural até recordes que ainda resistem, as Copas moldaram o esporte e a cultura global. A lista a seguir reúne 26 curiosidades que ajudam a entender por que o torneio se tornou um fenômeno.

O pontapé inicial histórico

Lucien Laurent, da França, marcou o primeiro gol da história das Copas do Mundo em 13 de julho de 1930, contra o México, no Estádio Pocitos, em Montevidéu. O tento aconteceu aos 19 minutos e abriu os caminhos para quase 100 anos de gols, dramas e glórias.

Goleadas e zebras que marcaram época

A primeira goleada expressiva veio ainda em 1930: Iugoslávia 4 a 0 Bolívia. Quatro anos depois, o egípcio Abdelrahman Fawzi anotou os primeiros gols africanos em Copas, em derrota por 4 a 2 para a Hungria.

Em 1950, a zebra mais famosa até então: Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra, em Belo Horizonte. Os ingleses, considerados mestres, duvidaram da notícia no dia seguinte. No mesmo Mundial, o Maracanã recebeu cerca de 200 mil torcedores na final entre Brasil e Uruguai, o maior público da história — marca impossível de ser repetida hoje por normas de segurança.

Jogos inesquecíveis e artilheiros lendários

O duelo com mais gols aconteceu em 1954: Áustria 7 x 5 Suíça, com 12 bolas na rede nas quartas de final. Just Fontaine, da França, segue como o maior artilheiro de uma única edição, com 13 gols em 1958. Na mesma Copa, Pelé, então com 17 anos, saiu do banco para se tornar campeão, artilheiro e ídolo mundial.

Avanços asiáticos, africanos e tecnológicos

A Coreia do Norte surpreendeu ao bater a Itália por 1 a 0 em 1966 e avançar às quartas. Em 1978, a Tunísia venceu o México por 3 a 1 e registrou a primeira vitória africana. O milésimo gol da história das Copas saiu dos pés do holandês Rob Rensenbrink, de pênalti, na mesma edição.

A Copa de 1970, no México, foi a primeira transmitida em cores, eternizando a seleção tricampeã brasileira de Pelé. Nesse mesmo torneio ocorreram a primeira substituição (Viktor Serebryanikov) e o primeiro cartão amarelo (Evgeniy Lovchev, da União Soviética), que o jogador guardou como relíquia.

Cartões, pênaltis e estádios extremos

O primeiro cartão vermelho veio em 1974, aplicado ao chileno Carlos Caszely. A Alemanha Ocidental e a França disputaram a primeira decisão por pênaltis em 1982. O estádio mais alto da história das Copas fica em Toluca, México, a 2.670 metros de altitude.

Recordes de longevidade e inovação

Na Itália-1990, o goleiro Walter Zenga ficou 517 minutos sem sofrer gols. Roger Milla, de Camarões, marcou aos 42 anos em 1994 e virou ícone de longevidade. O gol de ouro estreou em 1998, com Laurent Blanc marcando para a França. Em 2002, Hakan Şükür, da Turquia, fez o gol mais rápido: 11 segundos.

A Suíça foi a primeira eliminada sem sofrer gols em 2006, caindo nos pênaltis para a Ucrânia. Em 2018, o egípcio Essam El-Hadary atuou aos 45 anos, o mais velho a disputar um Mundial.

Brasil e Messi: soberania e recordes atuais

O Brasil lidera com folga o ranking de gols em Mundiais, com mais de 230 tentos marcados ao longo das edições. Lionel Messi detém o recorde de 26 jogos em Copas, à frente de Lothar Matthäus (25) e Miroslav Klose (24).

Por que isso importa hoje Com a Copa 2026 expandida para 48 seleções e 104 jogos, esses marcos históricos ganham novo significado. O torneio, que começa com arbitragem brasileira na abertura, promete escrever capítulos inéditos em um formato maior, com mais zebras possíveis e recordes em risco — especialmente para veteranos como Messi, que pode ampliar sua marca.

O evento não é apenas futebol: é evolução tecnológica, integração continental e o maior palco para o esporte mais popular do mundo.

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