Os termômetros na cidade do Rio de Janeiro marcaram 11,7°C na manhã desta segunda-feira. A leitura veio da estação do Instituto Nacional de Meteorologia na Vila Militar, na Zona Oeste. O valor ficou abaixo da média mensal para junho nos últimos dez anos.
O dado também estabeleceu novo recorde de temperatura mais baixa registrada em 2026 até o momento. Técnicos de diferentes institutos apontam diferenças nas medições conforme a localização das estações. Pedestres circularam agasalhados no Centro da cidade durante o dia.
Mínima quebra média histórica do mês
A média de temperatura mínima para junho nos últimos dez anos chega a 14,8 graus, conforme dados do Inmet. A marca desta segunda ficou abaixo desse patamar. O recorde anterior do ano havia sido superado nos dias imediatamente anteriores.
Especialistas explicam que a circulação de ventos marítimos contribuiu para o resfriamento. Uma área de alta pressão sobre o oceano ajudou a trazer ar mais frio para a capital fluminense. O meteorologista Guilherme Alves Borges, da FielPRO, detalhou o mecanismo.
— O que causou as temperaturas tão baixas foi o ar frio que estava em cima do mar, que veio na direção do Rio de Janeiro e provocou as temperaturas que quebraram recordes de mínimas.
Ele observou ainda que episódios seguidos de circulação marítima elevam a chance de novos recordes, mesmo sem uma onda de frio intensa ou massa polar forte.
Diferenças entre estações meteorológicas
O sistema Alerta Rio, da prefeitura, registrou mínima de 8,6°C no Alto da Boa Vista em algum momento histórico. Já o Inmet apontou 8,7°C na Vila Militar como marca baixa. A variação ocorre por causa da posição geográfica das estações.
- Vila Militar, na Zona Oeste, registra dados do Inmet
- Alto da Boa Vista aparece nas medições do Alerta Rio
- Diferenças de altitude e proximidade do mar influenciam os valores
- Ambas as redes confirmam o padrão de frio atípico para o período
Técnicos dos institutos destacam que essas discrepâncias são comuns em grandes cidades com relevo variado.
Previsão indica elevação gradual da temperatura
Os termômetros devem subir de forma lenta nos próximos dias. A terça-feira apresenta mínima de 13°C e máxima de 31°C, com céu parcialmente nublado e ventos fracos a moderados.
Na quarta-feira a chuva pode chegar. A mínima fica em 16°C e a máxima em 29°C, com precipitação fraca a moderada e isolada a partir do final da tarde. O Dia dos Namorados, na sexta, deve ter mínima de 17°C e máxima de 27°C, com chance de chuva fraca e vento forte em alguns momentos.
O Alerta Rio acompanha a evolução. O céu deve ficar nublado na quinta, com possibilidade de chuva a qualquer hora e temperaturas entre 17°C e 26°C.
Explicação meteorológica para o frio atual
A combinação de ventos do mar com alta pressão oceânica explica o fenômeno desta semana. O ar frio que se desloca não vem de uma frente polar clássica, mas de um padrão de circulação marítima persistente.
Guilherme Alves Borges reforçou que esse tipo de configuração aumenta a frequência de mínimas baixas. O movimento natural do ar mais frio sobre o oceano influencia diretamente a capital.
Moradores sentiram o impacto no dia a dia. Agasalhos apareceram nas ruas do Centro e em outros pontos da cidade. O frio, embora não extremo para padrões do Sul do país, destoou do que se espera para o início de junho no Rio.
Contexto climático do inverno que se aproxima
O inverno começa oficialmente em 21 de junho. A previsão do Inmet para os próximos três meses aponta médias entre 16°C e 20°C na capital fluminense. O padrão indica manutenção de temperaturas amenas.
Especialistas monitoram a evolução de sistemas atmosféricos. A ausência de uma massa polar forte não impede recordes pontuais, como o observado nesta segunda.
O fenômeno se soma a variações registradas em anos anteriores. Meteorologistas acompanham os dados para entender tendências de longo prazo na região Sudeste.
Impacto no dia a dia da população
O frio mais acentuado alterou a rotina de quem precisa sair de casa cedo. Pedestres usaram casacos e blusas mais pesadas. Comércio e serviços registraram movimento normal, mas com atenção ao clima.
Autoridades de saúde recomendam cuidados básicos, como hidratação e proteção contra variações de temperatura. O aumento previsto para os próximos dias deve aliviar o desconforto.
A chuva esperada para o meio da semana pode trazer alívio adicional, embora exija planejamento para quem circula pela cidade. Motoristas devem redobrar a atenção em trechos com possibilidade de acumulado.