A Copa do Mundo de 2026, que começa nesta quinta-feira nos Estados Unidos, Canadá e México, representa uma oportunidade para o troféu voltar às mãos de uma seleção sul-americana. Pela primeira vez, o torneio será disputado em três países e com 48 equipes, ampliando o campo de competidores.
Ao longo de quase um século de história do Mundial, apenas Europa e América do Sul produziram campeões. Esse domínio tem ligação direta com o local da sede: o país ou continente anfitrião costuma influenciar o resultado final.
Homenagem ao anfitrião e padrão histórico
Nas três Copas realizadas anteriormente na América do Norte, o título sempre ficou com uma seleção sul-americana. Em 1970, no México, o Brasil de Pelé brilhou com um dos times mais celebrados da história. Quatro anos depois, em 1986, novamente no México, a Argentina de Diego Maradona conquistou o mundo de forma memorável. Em 1994, nos Estados Unidos, o Brasil levantou sua quarta taça.
Argentina e Brasil, portanto, chegam ao torneio de 2026 com um retrospecto favorável quando o Mundial desembarca no continente americano. O clima, a cultura e as condições de jogo tendem a ser mais familiares para as equipes sul-americanas.
Argentina chega como atual campeã com elenco renovado
A Argentina defende o título conquistado no Qatar em 2022. Embora Lionel Messi tenha papel menos central do que há quatro anos, a Albiceleste conta com uma geração madura de talentos como Julián Álvarez, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister, Lautaro Martínez e Alejandro Garnacho. A equipe mostrou consistência recente, com vitórias em amistosos preparatórios, incluindo um 3 a 0 sobre a Islândia.
O time mantém um estilo consolidado e mentalidade vencedora, fatores que ajudaram a superar adversidades na última Copa. Nas eliminatórias sul-americanas, a Argentina terminou na liderança com folga.

Brasil aposta em juventude e poder de fogo
O Brasil, após algumas edições decepcionantes, apresenta um elenco jovem e dinâmico. Nomes como Vinicius Junior, Endrick, Raphinha e outros que atuam nas principais ligas europeias lideram as expectativas. Historicamente, a Seleção costuma render mais quando o torneio ocorre nas Américas.
Nas preparações recentes, o time também registrou bons resultados, reforçando a confiança para a campanha que começa em poucos dias. O país busca encerrar um jejum de títulos que já dura mais de duas décadas.
Exceção de 2014 serve de alerta
Nem sempre o fator continente garante o sucesso. Na Copa de 2014, sediada no Brasil, a América do Sul chegou forte às oitavas de final, mas o título ficou com a Alemanha. A equipe europeia aplicou um histórico 7 a 1 sobre os donos da casa na semifinal e venceu a Argentina na decisão.
Aquela edição quebrou estereótipos e mostrou que o futebol moderno reduz distâncias. Os melhores jogadores circulam entre ligas europeias, viajam com frequência e se adaptam rapidamente a diferentes condições.
O que muda com o formato expandido
Pela primeira vez, 48 seleções disputam o Mundial, com 104 jogos no total. Essa ampliação aumenta as chances de surpresas, mas também alonga o caminho até a final, marcada para 19 de julho no MetLife Stadium, nos Estados Unidos. O crescimento do interesse pelo futebol na América do Norte, com base de fãs que subiu mais de 10% nos últimos anos, promete maior engajamento local.
Argentina e Brasil seguem como fortes candidatas nas casas de apostas, embora seleções europeias como França, Espanha, Inglaterra e Alemanha apareçam como favoritas em muitas análises. O histórico continental pesa, mas o equilíbrio técnico do futebol atual exige desempenho consistente ao longo de semanas.