O universo da série original do Amazon Prime Video ganha uma nova expansão interativa com a chegada do jogo de realidade virtual da franquia ao PlayStation VR2. A adaptação para os óculos da Sony incorpora tecnologias nativas do hardware, incluindo rastreamento ocular, resposta tátil aprimorada e suporte direto ao processamento do recém-lançado PlayStation 5 Pro.
Desenvolvido pelo estúdio brasileiro ARVORE em colaboração com a Sony Pictures Entertainment, o título coloca o jogador na pele de um civil comum que perde tudo após um incidente no parque temático Voughtland. O protagonista acaba injetado com o Composto V, a substância química que concede superpoderes no universo da franquia, e se alia ao grupo de vigilantes para enfrentar a corporação Vought e o antagonista Homelander.
A narrativa preserva a identidade visual e o tom satírico da produção televisiva, misturando violência gráfica, humor ácido e críticas à cultura das celebridades. O roteiro inédito contou com a participação direta dos escritores da série principal e traz as vozes originais do elenco, incluindo:
- Laz Alonso (como o personagem Leitinho);
- Jessie T. Usher (no papel do velocista Trem-Bala);
- Colby Minifie (como a executiva Ashley Barrett);
- P.J. Byrne (interpretando o diretor Adam Bourke).
A presença dos atores garante a continuidade do cânone estabelecido na televisão e aprofunda a imersão no universo da corporação Vought.
Versão para PS VR2 introduz mecânicas inéditas e salto gráfico
Diferente da edição disponibilizada para os óculos Meta Quest em março, a versão para o ecossistema da Sony utiliza os sensores internos do equipamento para modificar a jogabilidade. O rastreamento ocular permite que os jogadores disparem raios laser pelos olhos apenas direcionando o olhar para os alvos, transformando a função em uma mecânica central de combate. O sistema também aplica a renderização foveada, uma técnica que concentra o poder de processamento gráfico exatamente no ponto para onde o usuário está olhando, elevando a nitidez da imagem.
As melhorias técnicas abrangem texturas detalhadas, iluminação dinâmica com sombras em tempo real e um aumento geral na resolução dos cenários. Nos consoles PlayStation 5 padrão, o jogo opera a uma taxa de atualização de 90Hz, enquanto os proprietários do modelo PlayStation 5 Pro conseguem rodar a experiência a 120Hz, o que reduz o desfoque de movimento e minimiza os enjoos comuns em ambientes de realidade virtual.
Estúdio brasileiro lidera produção de maior orçamento da empresa
Sediada na cidade de São Paulo, a desenvolvedora ARVORE possui um histórico consolidado no mercado global de realidade virtual. A empresa conquistou um prêmio Emmy em 2020 pela experiência interativa “The Line” e assina a franquia retrô “Pixel Ripped”, com títulos ambientados nos anos de 1989, 1995 e 1978. O projeto baseado na série da Amazon representa a maior escala de produção já atingida pelo estúdio, mobilizando uma equipe de aproximadamente 50 profissionais durante o pico de desenvolvimento.
O lançamento ocorre em um momento em que a plataforma de realidade virtual da Sony busca fortalecer seu catálogo com propriedades intelectuais de peso. A recepção da versão original para Quest dividiu opiniões, com elogios à fidelidade ao material fonte, mas ressalvas quanto às limitações técnicas do hardware portátil. A adaptação para o console de mesa, impulsionada pelo hardware do modelo Pro, foi projetada para entregar a edição definitiva da obra, corrigindo gargalos de desempenho.
A classificação indicativa restringe o acesso a maiores de 17 anos devido à presença de violência extrema, mutilações, temas sexuais, nudez, uso de drogas e linguagem imprópria. A campanha principal oferece uma progressão linear que exige cerca de 10 horas para ser concluída.
O título já se encontra disponível para aquisição na loja digital PlayStation Store, exigindo o uso obrigatório dos óculos de realidade virtual da Sony para funcionar.