Ingressos para acompanhar o México na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 se tornaram os mais caros do mercado de revenda, com valores que chegam a ultrapassar R$ 14 mil para a partida de abertura.
Levantamento da Ticketdata, que compila dados de plataformas como SeatGeek, Vivid Seats e StubHub, mostra que a forte demanda pelo “El Tri” fez os preços dispararem nas últimas semanas. A seleção mexicana lidera o ranking de valores médios na revenda entre todas as equipes.
A abertura da Copa, na quinta-feira (11), entre México e África do Sul, no Estádio Azteca, na Cidade do México, tem preço mínimo em revenda de cerca de US$ 2.813 (R$ 14.560). Os outros jogos do Grupo A do México também figuram entre os mais valorizados.
Preços muito acima da média do torneio
Uma partida do México na primeira fase custa, em média, US$ 2.182 (cerca de R$ 11.300). O número fica bem acima da média geral dos jogos da fase de grupos, que é de US$ 723 (R$ 3.744).
Para comparação, o preço médio de jogos dos Estados Unidos, outro país-sede, fica em US$ 991. Já o Canadá, o terceiro anfitrião, aparece entre os mais baratos, com média de US$ 574. Ver o México em campo sai, em média, 6,6 vezes mais caro do que acompanhar a Nova Zelândia, que tem o menor valor médio.
Azteca e outras sedes mexicanas concentram os valores mais altos
Cidade do México e Guadalajara estão entre as três localidades com os ingressos mais caros da fase inicial. Em Monterrey, os preços são mais moderados, com média de cerca de US$ 550. Já em Santa Clara, na Califórnia, as cinco partidas da fase de grupos são as mais acessíveis, com média de US$ 316.
O Estádio Azteca, que sediará a terceira abertura de Copa do Mundo em sua história (depois de 1970 e 1986), concentra parte da euforia mexicana. A proximidade do torneio, que começa nesta semana, fez os valores subirem rapidamente: alta de 29% em uma semana e 63% em um mês para o jogo de estreia.
Contexto econômico e o que isso representa
O salário médio mensal no México era de US$ 1.390 em 2022, o mais baixo entre os países da OCDE. O contraste entre o poder de compra da torcida local e os preços praticados no mercado secundário destaca o caráter de luxo que o evento assumiu para muitos.
A Copa 2026 já é considerada a mais cara da história, com sistema de preços dinâmicos adotado pela FIFA e forte influência do mercado de revenda. Enquanto o México vive grande expectativa por atuar em casa, o alto custo dos ingressos levanta discussões sobre acessibilidade para o torcedor comum nos três países-sede