FIFA revela salário de Gianni Infantino: R$ 25 milhões por ano com benefícios e regras de remuneração

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Gianni Infantino

Gianni Infantino -Mikolaj Barbanell/Shutterstopck.com

A Fifa divulgou que o presidente Gianni Infantino recebeu remuneração bruta de US$ 4,8 milhões referente ao exercício de 2025, valor que será pago ao longo de 2026 e equivale a cerca de R$ 25 milhões na cotação atual.

O montante vem de salário-base de US$ 2,6 milhões e bônus de US$ 2,2 milhões. O bônus variou conforme critérios internos da entidade e subiu significativamente em relação aos anos anteriores, impulsionado pela organização do primeiro Mundial de Clubes masculino expandido, realizado nos Estados Unidos.

Transparência desde 2019

A entidade máxima do futebol mundial adota política de divulgação de vencimentos de altos executivos desde 2019, quando começou a publicar esses números publicamente. Na primeira divulgação, Infantino teve remuneração total em torno de US$ 2,9 milhões entre salário e premiações.

No comando da Fifa desde 2016, o dirigente suíço está no terceiro mandato, reconduzido por aclamação em março de 2023 com apoio das 211 associações nacionais. O atual mandato vai até 2027.

Crescimento ao longo dos anos

A remuneração de Infantino quadruplicou em cerca de uma década. Relatórios e documentos fiscais indicam que o custo total para a Fifa com o presidente era de cerca de US$ 1,5 milhão há oito anos. Em anos recentes, o pacote já havia superado US$ 4 milhões, com ajustes em base e bônus ligados a eventos como a Copa do Mundo de 2022 no Catar.

O aumento do bônus em 2025, de cerca de 33% em relação ao período anterior, reflete o sucesso financeiro do Mundial de Clubes ampliado para 32 equipes, que gerou impulso significativo nas receitas da entidade.

O que muda na prática

Para o torcedor e para as federações, a divulgação reforça o compromisso de transparência da Fifa, que também distribui bilhões em receitas para o desenvolvimento do futebol mundial. O salário alto de Infantino, pago com recursos da organização, ocorre em paralelo ao planejamento da Copa do Mundo de 2026, que será sediada na América do Norte e deve bater recordes de bilheteria e audiência.

A remuneração é definida por um subcomitê de compensação da Fifa e segue padrões de governança adotados após reformas internas.

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