Coreia do Sul e República Tcheca estreiam nesta quinta-feira, a partir das 23h (horário de Brasília), no estádio Akron, em Jalisco, no México. O confronto abre a primeira rodada do Grupo A da Copa do Mundo 2026, que ainda conta com México e África do Sul.
A Coreia do Sul chega ao torneio com status de favorita no grupo, após campanha invicta nas Eliminatórias Asiáticas: 11 vitórias e cinco empates. É a 11ª participação consecutiva dos asiáticos em Mundiais. Na edição de 2022, no Catar, pararam nas oitavas de final contra o Brasil.
Já a República Tcheca volta ao Mundial após 20 anos de ausência. Classificada via repescagem europeia, terminou em segundo na sua chave eliminatória e superou Irlanda e Dinamarca (nos pênaltis) para garantir a vaga.
O técnico Hong Myungbo montou um elenco equilibrado, mas uma das principais atenções recai sobre Lee Gihyuk. O zagueiro de 25 anos, do Gangwon FC, é uma das surpresas da convocação e pode ganhar minutos importantes na estreia.
Nascido em 7 de julho de 2000, em Seul, Lee Gihyuk tem 1,84m e joga preferencialmente como zagueiro central canhoto uma raridade na seleção sul-coreana. Ele também atua como lateral-esquerdo ou volante defensivo, o que dá versatilidade ao sistema de Hong.
Antes da Copa, Lee teve papel fundamental na boa fase defensiva do Gangwon FC na K-League. Sua presença na lista final de 26 jogadores chamou atenção por ser apenas a quarta convocação para a seleção principal ele estreou em 2022 e tem apenas três jogos até aqui.
A versatilidade é o principal trunfo. Hong Myungbo destacou que gosta da capacidade de Lee de jogar em múltiplas posições na defesa, o que ajuda a adaptar o time conforme o adversário.
Na provável escalação sul-coreana, Lee Gihyuk aparece como opção ao lado de nomes mais experientes como Kim Min-jae (Bayern de Munique) e Lee Han-beom. A defesa asiática deve ser testada contra o jogo aéreo forte da Tchéquia.
Provável escalação da Coreia do Sul: Jo Hyeonwoo; Lee Hanbeom, Kim Minjae e Lee Gihyuk (ou Lee Taeseok); Seol Youngwoo, Hwang Inbeom, Lee Jaesung e Lee Taeseok; Lee Kangin, Hwang Heechan e Son Heung-min.
Liderada por Son Heung-min, agora no Los Angeles FC após passagem pelo Tottenham, a Coreia vem motivada. Nos amistosos preparatórios, goleou Trinidad e Tobago por 5 a 0 e venceu El Salvador por 1 a 0. O estilo deve ser de um atacante mais fixo, com meio-campo povoado e velocidade pelas pontas.
Do lado tcheco, o técnico Miroslav Kouvek aposta em um time físico. O destaque fica com Patrik Schick, do Bayer Leverkusen, e as infiltrações de Vladimír Coufal pelo lado direito.
Provável escalação da República Tcheca: Matej Kovár; Chaloupek, Robin Hranác e Ladislav Krejcí; Vladimír Coufal, Vladimír Darida, Tomáš Soucek, Lukáš Provod, Pavel Šulc e Jaroslav Zelený; Patrik Schick.
O estádio Akron, em Guadalajara, recebe o jogo como uma das sedes mexicanas da Copa. O gramado deve favorecer o jogo aéreo tcheco, o que aumenta a importância da defesa sul-coreana — e, consequentemente, de Lee Gihyuk.
Arbitragem Árbitro: Amin Mohamed (Egito) Assistente 1: Mahmoud Abouelregal (Egito) Assistente 2: Ahmed Hossam Taha (Egito) Quarto árbitro: Juan Calderon (Costa Rica) VAR: Mahmoud Ashour (Egito) Assistente do VAR: Joe Dickerson (Estados Unidos)
Onde assistir Transmissão: Cazé TV Tempo real: o ge acompanha a partida em tempo real.
Lee Gihyuk: da K-League ao palco do Mundial
A trajetória de Lee Gihyuk até a Copa 2026 passa por Suwon FC, Jeju United e, desde 2024, Gangwon FC. Em 2025/2026, ele acumula mais de 80 jogos pelo clube atual, com números sólidos em interceptações e duelos aéreos.
Sua convocação gerou debate na Coreia. Muitos viam como surpresa, mas o desempenho consistente no Gangwon, especialmente na defesa que se destacou na liga nacional, convenceu Hong Myungbo.
Ser canhoto em uma posição dominada por destros dá ao treinador opções táticas diferentes. Contra a República Tcheca, que explora bolas paradas e cruzamentos, ter um zagueiro com pé esquerdo bom pode ajudar na saída de bola e no equilíbrio.
Lee ainda tem poucos minutos com a camisa nacional, mas o momento é de oportunidade. A Coreia precisa de profundidade no elenco para aguentar o ritmo de uma Copa com jogos a cada poucos dias.
O que está em jogo no Grupo A
O Grupo A é equilibrado. México joga em casa e será favorito, mas Coreia e Tchéquia brigam diretamente por vaga nas oitavas. Um bom resultado na estreia vale ouro.
A Coreia sonha repetir 2002 (semifinal) ou ao menos avançar da fase de grupos como em 2022. A Tchéquia, de volta após duas décadas, quer surpreender.
Lee Gihyuk representa a nova geração que pode dar suporte aos craques como Son, Kim Min-jae e Lee Kang-in. Seu desempenho pode ser decisivo não só contra os tchecos, mas ao longo da campanha.
A partida no México também marca o reencontro indireto de estilos: a técnica e velocidade asiática contra o físico europeu. O meio-campo sul-coreano, com Hwang In-beom e Lee Jae-sung, será fundamental para conter o ímpeto inicial dos tchecos.
Preparação e expectativas
Nos treinos pré-Copa, a Coreia trabalhou bastante variações defensivas. Lee Gihyuk treinou ao lado de Kim Min-jae e ganhou elogios da comissão técnica pela dedicação.
A ausência de lesões graves no elenco é um alívio, embora alguns titulares venham de temporadas irregulares nos clubes. Son Heung-min, por exemplo, busca reencontrar o melhor futebol em solo mexicano.
Para a República Tcheca, o retorno ao Mundial é celebração. Patrik Schick vive boa fase no Leverkusen e será a principal ameaça.
O árbitro egípcio Amin Mohamed comanda o jogo, com quarteto majoritariamente egípcio no VAR. Espera-se arbitragem firme em um duelo que promete contato físico.
A transmissão exclusiva pela Cazé TV leva o jogo para todo o Brasil. Quem não puder assistir ao vivo acompanha os lances pelo ge.
Histórico e números
Coreia e Tchéquia se enfrentaram poucas vezes. O retrospecto é equilibrado, mas em Mundiais é o primeiro duelo. A Coreia tem leve favoritismo pelas estrelas e pela fase atual.
Lee Gihyuk, com sua altura e força, deve ajudar na contenção de Schick. Seu jogo aéreo e capacidade de antecipação serão testados.
Aos 25 anos, o zagueiro vive o auge da carreira. Jogar uma Copa do Mundo é o sonho de qualquer atleta — para ele, a realização veio mais cedo que o esperado.
O técnico Hong Myungbo, experiente, sabe dosar minutos. Lee pode começar no banco ou entrar no segundo tempo, dependendo do andamento.
Seja qual for o papel, a presença de Lee Gihyuk simboliza a renovação da defesa sul-coreana. O futuro da seleção passa por nomes como ele.
A bola rola às 23h. Coreia do Sul busca os três pontos para largar na frente no Grupo A, enquanto a Tchéquia quer surpreender na volta ao grande palco.

