Maluma usou uma transmissão ao vivo para enviar uma mensagem direta à comunidade LGBT+ durante o Mês do Orgulho. O cantor colombiano, que tem um público diverso e fiel entre membros dessa comunidade, foi questionado sobre mensagens de homens que recebe e não hesitou na resposta.
“A mim que me digam o que quiserem, que me mandem os mensagens que quiserem”, afirmou. Em seguida, reforçou o carinho: “Um saludo para a comunidade, los amo. Gracias por el amor, son increíbles”.
Quando o assunto virou preconceito contra a homossexualidade, Maluma foi ainda mais direto. Ele citou a própria família para encerrar qualquer dúvida: “Qual preconceito? Se minha irmã é gay. Preconceito de quê? Já estamos em um novo mundo, isso não vai”, disse, classificando o pensamento homofóbico como algo ultrapassado.
O artista também separou claramente fé e discriminação. Ele criticou o uso seletivo de textos religiosos para justificar rejeição: “Están leyendo la Biblia que no es”.
Reflexão sobre Michael Jackson influencia fase atual de Maluma
Dias antes, o cantor assistiu à biopic “Michael”, lançada em abril de 2026, e o filme o deixou marcado. A produção, que cobre a trajetória de Michael Jackson desde os Jackson 5 até o auge da carreira solo, mostrou os custos pessoais da fama extrema — acidentes, cirurgias e solidão desde a infância.
“Me vi la película y fue muy triste. Esse homem se fodeu fisicamente e seu sistema nervoso cobrou a conta. Demasiado jovem”, comentou Maluma em entrevista ao Reggaeton Colombiano. A experiência o fez pensar na própria carreira e nos riscos de priorizar tudo pela ascensão.
Com o lançamento recente do álbum Loco por Volver, que marca um retorno às raízes colombianas e um tom mais pessoal e terapêutico, e a expectativa pelo nascimento do segundo filho, o artista escolheu outro caminho. “Eu não quero isso. O que eu quero é estar saudável, porque sem saúde não tem nada, estar em família. Eu busco música”, completou.
O que isso representa no contexto atual
Maluma, aos 32 anos, equilibra a vida de artista global com paternidade e bem-estar. Seu posicionamento ganha peso por vir de um nome majoritário no reggaeton, gênero que nem sempre foi referência em inclusão. Ao falar abertamente no Mês do Orgulho 2026, ele reforça visibilidade em um momento em que debates sobre diversidade continuam presentes na América Latina.