Um novo ciclone extratropical se organiza na costa sul do país e, junto com o avanço de uma frente fria, deve deixar o tempo instável em boa parte do Brasil nesta quinta-feira (11) e sexta-feira (12 de junho de 2026). O sistema, que surge do aprofundamento de uma baixa pressão sobre o Paraguai e o Sul, traz risco de chuva forte, temporais, ventania e volumes elevados principalmente em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
A massa de ar frio que chega na retaguarda da frente ajuda a reduzir as temperaturas, especialmente no Sul e em partes do Sudeste, marcando uma virada típica de junho.
Chuva frequente e risco de temporais no Sul
A quinta-feira começa com precipitação persistente nos três estados da região Sul. Os maiores acumulados são previstos para o oeste e norte do Paraná e o oeste de Santa Catarina, com chance de temporais acompanhados de trovoadas e rajadas de vento. No Rio Grande do Sul, a chuva atinge principalmente o interior.
Na sexta, o ciclone já formado sobre o Atlântico Sul mantém as instabilidades. O Paraná segue com alerta para volumes altos, principalmente no norte, oeste e interior. Santa Catarina tem chuva em vários momentos, enquanto no Rio Grande do Sul a instabilidade diminui na metade sul, mas continua no norte e no litoral.
São Paulo e Sudeste enfrentam as condições mais severas
São Paulo concentra os impactos mais expressivos no Sudeste. Nesta quinta, o estado registra muitas nuvens, chuva moderada a forte e possibilidade de temporais isolados, com destaque para o sudoeste paulista. Na capital, o dia fica fechado, com períodos de chuva.
Na sexta, a frente fria e o ciclone sustentam o tempo instável, com chuva forte em várias regiões paulistas, no Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e centro-sul do Espírito Santo. A entrada gradual do ar frio contribui para a queda nas temperaturas.
Temporais avançam pelo Centro-Oeste
No Centro-Oeste, a baixa pressão e o transporte de umidade da Amazônia favorecem temporais em Mato Grosso do Sul nesta quinta, com maior intensidade no sul, sudeste e leste do estado. As instabilidades chegam também ao sul de Goiás e de Mato Grosso.
Na sexta, a chuva persiste em Mato Grosso do Sul, com risco de acumulados elevados e temporais localizados. Há previsão de chuva moderada a forte no sul de Goiás e sul de Mato Grosso, enquanto outras áreas permanecem mais firmes.
Nordeste e Norte com padrões diferentes
No Nordeste, a chuva fica concentrada no litoral. Entre quinta e sexta, os maiores volumes ocorrem entre Sergipe e Rio Grande do Norte, com períodos de chuva moderada a forte. Na costa norte, a Zona de Convergência Intertropical mantém pancadas no Maranhão, Piauí e Ceará. O interior continua com tempo seco, calor e baixa umidade.
No Norte, o calor e a alta umidade geram pancadas típicas da região. Nesta quinta, os maiores volumes se concentram entre Roraima, Amapá, norte do Amazonas e norte do Pará, com chance de temporais isolados. Na sexta, a chuva segue nessas áreas, enquanto Tocantins, Rondônia e sul do Pará têm predomínio de sol e baixa umidade em alguns pontos.