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Portaria do INSS remaneja 80 servidores para agilizar avaliações do BPC

Previdência Social INSS
Previdência Social INSS - Foto: AngelaMacario/ Istockphoto.com

Uma portaria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) autorizou a adequação funcional de 80 assistentes e analistas para reforçar o setor da autarquia responsável por avaliar pedidos de benefícios sociais e previdenciários destinados a pessoas com deficiência, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Conforme o documento, assinado em 27 de maio, servidores com formação em Serviço Social que atuam hoje no Serviço de Reabilitação Profissional — área que prepara pessoas com incapacidade temporária para retornar ao trabalho — poderão ser realocados para realizar Avaliações Sociais.

A portaria estabelece prazo inicial de 90 dias, prorrogável por mais 45 dias. O texto define que o reforço será direcionado às seguintes superintendências regionais:

  • Nordeste: 30 servidores
  • Norte/Centro-Oeste: 13
  • Sudeste I: 12
  • Sudeste II: 13
  • Sudeste III: 7
  • Sul: 5

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Conforme a portaria, a adesão dos servidores à adequação funcional será voluntária. Terão prioridade aqueles com perfil para atendimento remoto, que já participam do Programa de Gerenciamento de Benefícios e que não atuam de forma híbrida entre o Serviço de Reabilitação Profissional e o Serviço Social.

Associação critica

A Associação Nacional dos Analistas do Seguro Social (Anaseg) criticou a medida. A entidade afirma que a portaria prejudica o setor responsável por preparar pessoas com incapacidade temporária para o retorno ao trabalho, deixando a área descoberta.

A Anaseg defende que a solução para as filas do INSS não passa pelo deslocamento interno de servidores, mas pela ampliação da força de trabalho e pelo fortalecimento dos serviços existentes. A entidade ainda informou que a portaria fragiliza o serviço de reabilitação profissional e que vai cobrar do governo uma solução estrutural para recompor os quadros.

“Não se combate uma fila criando outra fila invisível. A Reabilitação Profissional precisa ser fortalecida, não desmontada”, concluiu a associação.

INSS diz que medida é temporária

Em nota, o INSS informou que a iniciativa tem caráter excepcional e temporário. O objetivo é priorizar processos de pessoas com deficiência e vulnerabilidade social que precisam da primeira avaliação para concessão do benefício.

“A expectativa é ampliar o acesso ao serviço em mais de 30 mil atendimentos durante os 90 dias de vigência da Portaria, reduzindo o tempo de espera dos cidadãos e fortalecendo a capacidade institucional de resposta à demanda por Avaliação Social do BPC da Pessoa com Deficiência, especialmente em localidades que apresentam maior volume de requerimentos pendentes”, informou o instituto.

Segundo o INSS, apenas 64 servidores aderiram voluntariamente ao remanejamento, o que representa cerca de 10% dos profissionais da área de reabilitação profissional. O órgão reforçou que a medida não interrompe benefícios de pessoas com deficiência que necessitam de reavaliação periódica nem afeta segurados em reabilitação profissional.

Manutenção do Bolsa Família durante análise do BPC

Na última terça-feira (2), entrou em vigor outra regra que permite a manutenção de beneficiários no Bolsa Família até a conclusão da análise de pedidos de BPC pelo governo.

A medida estabelece uma espécie de período de transição entre os dois benefícios e autoriza que o pedido de BPC continue em análise mesmo se a renda familiar superar o limite por causa do Bolsa Família.

Veja as regras básicas para a concessão do BPC:

  • ter renda familiar per capita de até ¼ do salário mínimo;
  • ter idade igual ou superior a 65 anos ou alguma deficiência verificada por meio de avaliação biopsicossocial;
  • estar inscrito no Cadastro Único, com CPF de todos os integrantes da família e demais informações atualizadas;
  • possuir registro biométrico na Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, transitoriamente, no Título de Eleitor ou na Base da Polícia Federal; e
  • morar no Brasil.
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