Brasil

Recolhimento de garrafas da Coca-Cola por furtos de figurinhas da Copa gera prejuízo à multinacional

Coca-Cola
Coca-Cola - Photo: pasicevo/istock

A Coca-Cola iniciou o recolhimento de suas garrafas em diversos pontos de venda pelo país, devido à violação de rótulos por consumidores interessados em furtar figurinhas da Copa do Mundo. A ação, que causa prejuízo à multinacional, destaca a complexidade das promoções em larga escala, levando a empresa a assumir os custos dos produtos danificados, que ficam impróprios para a venda.

Embalagens danificadas afetam a comercialização em supermercados

Inúmeras embalagens de refrigerantes da Coca-Cola têm sido encontradas com os rótulos danificados nas prateleiras dos supermercados. Essa manipulação visa a retirada das figurinhas da Copa do Mundo que são promocionalmente inseridas nos produtos, tornando as garrafas inviáveis para o comércio. Estabelecimentos em todo o Brasil reportam a impossibilidade de comercializar essas bebidas sem os códigos de barras intactos ou com a embalagem comprometida, o que exige o recolhimento imediato dos itens pela fabricante.

Responsabilidade da Coca-Cola pelos prejuízos e o risco inerente da promoção

A multinacional de bebidas tem se responsabilizado financeiramente pelos danos causados, arcando com os prejuízos decorrentes do recolhimento e da substituição dos produtos. Especialistas jurídicos apontam que a escolha da Coca-Cola de um mecanismo promocional com as figurinhas dentro dos rótulos configura um risco previsível. Ao criar um forte atrativo para a manipulação no ponto de venda, a empresa, em parceria com a Panini, assumiu a chance de ocorrerem incidentes como os furtos.

Possíveis consequências legais para quem viola os produtos

Consumidores que são flagrados manipulando ou danificando mercadorias podem enfrentar sérias consequências legais. A legislação brasileira prevê punições para tais atos, visando proteger tanto os comerciantes quanto os fabricantes. As sanções podem variar conforme a natureza da infração:

  • Prisão em flagrante: Em casos de identificação do cliente no momento da violação, pode-se aplicar a prisão, baseada nos artigos 155 (furto) e 163 (destruição, inutilização ou deterioração de coisa alheia) do Código Penal.
  • Responsabilidade civil: Varejistas têm o direito de exigir que o cliente pague pelos produtos danificados, conforme o artigo 186 do Código Civil, que trata do dever de indenizar por atos ilícitos.
  • Inviabilidade de ação judicial: Embora haja respaldo legal, a instauração de um processo criminal por um caso individual pode ser economicamente inviável para o varejista, que muitas vezes busca medidas mais práticas de coibição.

Desafios do varejo e a postura da Coca-Cola frente ao problema

Para os varejistas, gerenciar esse tipo de incidente representa um desafio prático e financeiro. Embora possam acionar a Coca-Cola para a substituição dos produtos, a prevenção de tais furtos exige vigilância. Ações como o registro de boletins de ocorrência e a identificação de infratores por câmeras de segurança são importantes não apenas para o ajuizamento de ações, mas também como efeito dissuasório para coibir reincidências. Por sua vez, a Coca-Cola afirma que a iniciativa, implementada desde a Copa do Catar em 2022, tem gerado resultados positivos e elevada adesão dos consumidores, reforçando que não compactua com a remoção irregular das figurinhas e está em contato com seus revendedores para resolver as ocorrências.

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