A emoção tomou conta dos presentes com o aguardado retorno do Paraguai à Copa do Mundo da FIFA, após um hiato de 16 anos. A expectativa é palpável para a participação da seleção no torneio de 2026.
Observar a profundidade do significado do futebol para os atletas é sempre impactante, e momentos de emoção intensa são raros em coletivas de imprensa. Durante a coletiva pré-jogo do Paraguai, antes de sua estreia no Mundial de 2026 contra os coanfitriões Estados Unidos, ficou evidente a grande importância deste retorno ao cenário global para o país, que esteve ausente por mais de uma década e meia.
O treinador argentino da equipe paraguaia, Gustavo Alfaro, descreveu a ocasião como “um momento de grande realização e imensa alegria”. Ele enfatizou o quanto a nação ansiava por essa participação e a dedicação dos jogadores para alcançar tal resultado, ressaltando que esta partida inicial não é um jogo qualquer, mas sim um evento com características únicas, diferente de qualquer outro que possam disputar.
Alfaro, que comandou o Equador no Catar 2022 — experiência que ele qualificou à FIFA como “a mais sublime que já tive como treinador” —, está em sua segunda Copa do Mundo. Ele traz uma bagagem importante para a estreia na fase de grupos, enquanto a maioria de seus comandados vive uma novidade completa.
“É um sonho que cultivo desde a infância: vestir a camisa do meu país em uma Copa do Mundo”, declarou o versátil meio-campista Diego Gomez, de 23 anos, em entrevista à FIFA. “Estou extremamente feliz, muito animado e mal consigo conter a ansiedade para entrar em campo amanhã.”
Em seguida, Gomez expressou o quão gratificante é representar sua nação em um palco mundial. “Normalmente sou um jogador tranquilo, mas, para ser honesto, sei da grande expectativa que o povo paraguaio tem em relação a nós”, afirmou. “Compreendemos o que significa representar nosso país, especialmente por termos garantido uma vaga na Copa do Mundo.”
“Nós sempre nos dedicamos 100% para honrar nossa nação. Sinto-me muito feliz por estar aqui, por ter a oportunidade de representar meu país [em uma Copa do Mundo], algo que conquistamos após um longo período – é uma reparação e, realmente, a verdade é que…”, completou o jogador.
Enquanto falava, o geralmente reservado Gomez foi visivelmente tomado pela emoção, ficando sem palavras e com os olhos marejados — um instante comovente que foi selado por um abraço de Alfaro, que resumiu o sentimento: “Não há palavras; é assim que nos sentimos. E é assim que todo o Paraguai se sente.”
A seleção paraguaia buscará transformar essa intensa emoção em desempenho positivo contra os Estados Unidos, que venceram o último confronto entre as equipes por uma margem mínima em um amistoso recente. Mesmo com Gomez emocionado, Alfaro demonstrou confiança: “Acreditamos em nossa capacidade e na tradição, onde o Paraguai sempre foi um adversário complicado e exigente na Copa do Mundo.”
“Chegamos com entusiasmo e com a firme determinação de lutar. Nossa ambição não é meramente participar de uma Copa do Mundo, mas sim competir de fato, e esperamos que isso nos conduza aos resultados que tanto nós quanto a nação desejamos alcançar.”

