EUA

Departamento de Justiça dos EUA aprova fusão de US$ 111 bilhões entre Paramount e Warner

Warner Bros Discovery
Warner Bros Discovery - PhotoGranary02/ Shutterstock.com

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance. A decisão encerra uma investigação de oito meses e libera uma das maiores operações do setor de mídia e entretenimento dos últimos anos, avaliada em cerca de US$ 111 bilhões.

A Divisão Antitruste concluiu que a fusão não deve prejudicar a concorrência nem os consumidores americanos. Segundo o órgão, a operação pode até ampliar a rivalidade no mercado, especialmente contra gigantes do streaming como Netflix, Disney+ e Amazon.

O processo envolveu o exame de mais de 2 milhões de documentos fornecidos pelas empresas. Autoridades analisaram três áreas principais: serviços de streaming por assinatura, televisão linear e produção e distribuição de filmes para cinemas.

No streaming, a nova empresa combinaria Paramount+, Max e Discovery+. O Departamento de Justiça avaliou que o grupo resultante teria mais força para competir com as plataformas líderes, que dominam o número de assinantes.

Warner Bros e Paramount
Warner Bros e Paramount – miss.cabul/shutterstock.com

Sobre a TV linear, o órgão considerou a migração contínua de espectadores para serviços digitais e a concorrência de direitos esportivos e notícias. A conclusão foi de que não há risco de redução na oferta ou na diversidade de conteúdo.

Na produção cinematográfica, a análise incluiu rivais como Disney, Sony, Universal e estúdios independentes. Investigadores observaram que novas estratégias de players menores e investimentos de tech companies em lançamentos para salas de cinema mantêm o setor dinâmico.

A Paramount venceu uma disputa acirrada com a Netflix pelo controle da Warner. A oferta em dinheiro da Paramount, superior à da rival de streaming, acabou prevalecendo. O bilionário Larry Ellison, da Oracle, e seu filho David Ellison, CEO da Paramount, tiveram papel central no financiamento e na estrutura do negócio.

Com a aprovação federal, o caminho fica mais desobstruído para o fechamento da transação, previsto para o terceiro trimestre de 2026, sujeito a outras autorizações regulatórias. A fusão cria um gigante com estúdios icônicos, canais de TV, serviços de streaming e franquias globais como DC e HBO.

Especialistas apontam que o movimento reflete a pressão por consolidação no setor, diante de custos crescentes de produção de conteúdo e da necessidade de escala para enfrentar concorrentes tecnológicos.

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