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Nova NXR 160 Bros chega às concessionárias com atualizações e preço inicial de R$ 21.320

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Foto: Divulgação Honda

O segmento de motocicletas voltadas para o uso misto acaba de ganhar novidades com a atualização do modelo mais comercializado dessa categoria no Brasil. Fabricada no complexo industrial de Manaus, no Amazonas, a recém-apresentada NXR 160 Bros tem sua estreia nas vitrines agendada para o mês de agosto, com as entregas aos lojistas programadas para a segunda quinzena. A montadora de origem japonesa decidiu preservar a essência do projeto que já é sucesso de vendas, mas implementou ajustes no design e na mecânica para cativar tanto quem roda no asfalto quanto os aventureiros de estradas de terra.

Com essa renovação, a fabricante busca garantir a liderança isolada e manter os expressivos números de emplacamentos alcançados no último ano em todo o país. A motocicleta continua apostando na fórmula que une baixo custo de manutenção e praticidade para o trânsito urbano, características que garantem sua forte aceitação em todos os estados brasileiros.

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Foto: Divulgação Honda

  • Adição de uma cor inédita para as carenagens da variante mais acessível.
  • Preservação do sistema de iluminação totalmente em LED, englobando farol e lanterna.
  • Quadro de instrumentos com visor escurecido para otimizar a leitura sob o sol.
  • Ampla facilidade de encontrar peças e assistência técnica em qualquer região.

Quanto custa a nova geração da trail mais vendida do país

Tendo como base o estado de São Paulo, a marca fixou o preço público sugerido de R$ 21.320 para a opção de entrada, que traz o sistema de freios combinados (CBS). É importante destacar que esse montante é apenas uma referência da fábrica e não contempla os custos adicionais com o frete, que serão repassados ao cliente final na hora de fechar o negócio na loja.

Já os motociclistas que priorizam uma frenagem mais eficiente podem optar pela versão equipada com freios ABS, que desembarca nas concessionárias custando R$ 22.260. Com essa estratégia de oferecer duas faixas de preço, a empresa consegue abraçar diferentes capacidades financeiras dentro da mesma categoria de motos utilitárias.

Especificações do propulsor e foco na economia de combustível

O coração da trail continua sendo o já conhecido bloco de um cilindro com 162,7 cm³, equipado com comando simples no cabeçote (OHC) e refrigeração a ar. Graças ao sistema bicombustível, o proprietário tem total flexibilidade na hora de parar no posto, podendo encher o reservatório com gasolina, etanol ou qualquer mistura entre os dois derivados.

Quando o assunto é performance, o motor desenvolve até 14,3 cv de potência a 8.000 rpm se abastecido com álcool, caindo levemente para 14,2 cv com o derivado de petróleo. O torque máximo fica na casa de 1,45 kgfm a 5.500 giros, uma calibração pensada exatamente para entregar força em baixas rotações, facilitando as saídas de semáforo e as ultrapassagens no corredor.

Para se enquadrar nas rigorosas exigências do Promot 5 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos), a fabricante precisou reprogramar completamente o módulo de injeção eletrônica. Essa atualização técnica otimizou a queima da mistura dentro do cilindro, sacrificando um pouco a velocidade final em favor de um consumo diário muito mais amigável para o bolso do trabalhador.

Mudanças no câmbio e aprimoramento do conjunto de amortecimento

A transmissão mecânica de cinco marchas não passou ilesa e ganhou um novo escalonamento projetado pelos engenheiros da marca. O grande destaque dessa intervenção foi o alongamento da quinta marcha, que ficou aproximadamente 3,6% mais longa em comparação com a linha anterior.

O propósito dessa mudança na relação final é baixar os giros do motor quando o piloto estiver mantendo uma velocidade constante em rodovias. Na prática, quem viaja com a moto vai notar um funcionamento mais suave, com menos vibração e ruído, além de um ganho considerável na autonomia durante percursos mais longos.

Preparada para a buraqueira típica das vias nacionais, a suspensão dianteira segue utilizando um garfo telescópico tradicional com tubos de 33 mm. Na parte de trás, o amortecedor único passou por um ajuste fino para garantir mais firmeza em curvas, mantendo a premissa de exigir poucas visitas à oficina durante a vida útil da moto.

O conjunto rodante é formado por aros raiados e pneus de uso misto com perfil borrachudo, ideais para lidar com valetas e estradas de terra batida. Esse formato de roda atua como um complemento aos amortecedores, filtrando as pancadas mais secas e preservando a estrutura do chassi contra trincas e desgastes prematuros.

Novidades no design e conforto para piloto e garupa

Visualmente, a equipe de estilo decidiu manter a identidade encorpada do modelo, bebendo da fonte das motocicletas de alta cilindrada da própria fabricante. O grande chamariz desta virada de ano/modelo é a introdução do tom Universe Blue, uma pintura azul exclusiva para a configuração de entrada, que atende aos clientes que buscam discrição sem perder o ar contemporâneo no trânsito.

O conforto a bordo foi garantido com a permanência do banco em dois andares, que acomoda perfeitamente duas pessoas mesmo em viagens cansativas. A distância do assento até o chão continua em 836 mm, facilitando o apoio dos pés para pilotos de estaturas variadas. Já o tanque, que comporta 12 litros de combustível, traz aletas plásticas laterais que funcionam como escudos contra arranhões em eventuais quedas bobas.

Equipamentos de proteção e conectividade no painel

O poder de parada é garantido por discos de freio nas duas rodas, mas o funcionamento muda conforme a variante adquirida. O modelo mais caro conta com ABS na roda dianteira, recurso vital para impedir derrapagens em asfalto molhado, enquanto a versão básica usa o sistema CBS, que divide a força da frenagem entre a frente e a traseira de forma mecânica, ideal para quem está tirando a habilitação agora. Fechando o pacote de modernidade, a moto ostenta faróis em LED, um painel 100% digital com indicador de marchas e cálculo de consumo, além de uma prática porta USB-C na carenagem para recarregar o celular do entregador ou viajante.

Como a NXR 160 Bros se posiciona frente aos rivais diretos

O segmento das trails compactas é acirrado e diversas marcas tentam roubar a coroa da líder japonesa. Modelos concorrentes, como a Yamaha Crosser 150, apostam em etiquetas de preço levemente menores, orbitando entre R$ 18.500 e R$ 19.000, mas acabam entregando um desempenho inferior, com motores que não passam dos 12,9 cv de potência.

Há ainda a investida de fabricantes asiáticas novatas, que tentam fisgar o cliente oferecendo motores mais fortes, beirando os 20 cv, por valores na casa dos R$ 21.500. Apesar dessas investidas, a moto atualizada sustenta seu reinado absoluto graças à fama de inquebrável, à facilidade de revenda sem desvalorização e à imensa oferta de peças paralelas e originais em qualquer esquina do país.

Praticidade no trânsito e baixo custo de oficina

Pesando somente 125 kg a seco, a estrutura tubular confere à trail uma destreza impressionante para costurar o trânsito pesado das capitais. Pensando no bolso do dono, a engenharia simplificou componentes críticos, como a separação do filtro de combustível da bomba de injeção, uma sacada que barateia muito as revisões periódicas e consagra o modelo como uma verdadeira ferramenta de trabalho para o uso severo diário.

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