O visual singular escolhido por Mauricio Pochettino nos confrontos da Copa do Mundo, enquanto lidera a equipe dos Estados Unidos, tem sido o centro das atenções. Com o apoio de uma renomada grife, o técnico argentino procura estabelecer uma marca pessoal que altere a percepção tradicional do papel de um treinador no futebol.
O conjunto consiste em uma camisa branca simples, complementada por uma sobrecamisa azul, uma calça de alfaiataria e tênis brancos. Esta abordagem estratégica, adotada pelo comandante de 54 anos, visa projetar uma figura moderna e acessível, alinhada à função de gestor e líder de equipe, distanciando-se do formalismo excessivo e adaptando-se às novas tendências de personal branding no esporte de alto rendimento.
Nos dois embates já disputados pela seleção norte-americana nesta edição da Copa, triunfando sobre Paraguai e Austrália, Pochettino manteve o mesmo figurino. A expectativa é que essa vestimenta seja utilizada novamente na próxima quinta-feira, no confronto contra a Turquia, que acontecerá em Los Angeles, válido pela terceira rodada da fase classificatória.
A indumentária exibida durante o torneio mundial reflete uma decisão particular de Pochettino, conhecido por evitar os uniformes oficiais dos clubes que dirigiu ao longo de sua trajetória profissional. O estilo do técnico, aliás, motivou declarações curiosas do ex-atacante inglês Wayne Rooney.
“Gosto muito do que ele veste, do jeito que ele se apresenta”, afirmou Rooney em um programa da BBC, onde atua como comentarista. “É uma pena que eu não possa ter o cabelo como o dele, mas talvez eu consiga achar roupas semelhantes em algum lugar. Se alguém tiver o contato do Pochettino, por favor, me mande, preciso saber onde ele faz as compras.”
O argentino já havia atraído os olhares em 2018, durante uma partida da Premier League enquanto comandava o Tottenham, na Inglaterra. Naquele confronto, em que sua equipe venceu o Manchester United por 3 a 0 no estádio Old Trafford, Pochettino apareceu com um terno azul marinho que virou o principal assunto pós-jogo.
Em coletiva de imprensa na ocasião, ele comentou: “Talvez o terno esteja fazendo a diferença. Seja de terno ou agasalho, eu me sinto bem. Sinto-me bonito. No próximo domingo, farei uso do terno novamente, mas é provável que eu escolha uma camisa de tonalidade distinta.”
Essa peça de vestuário se transformou, com o tempo, em um talismã e um elemento de superstição para o detalhista Mauricio Pochettino, que agora dirige uma seleção nacional pela primeira vez em sua carreira. Previamente, ele esteve à frente de clubes como Espanyol, Southampton, Tottenham, Paris Saint-Germain e Chelsea.

