Bryan Johnson, em busca da juventude eterna, é diagnosticado com gastrite autoimune

Bryan Johnson - Instagram/ bryanjohnson

Bryan Johnson - Instagram/ bryanjohnson

Bryan Johnson, o conhecido investidor americano de 48 anos que se dedica ao biohacking para reverter o envelhecimento, divulgou em suas plataformas digitais um grande desafio de saúde. Ele anunciou estar com uma condição autoimune incurável, a qual descreveu como seu “estômago se autodestruindo”.

Mantendo sua dedicação às práticas de biohacking, Johnson, de 48 anos, afirmou que buscará uma solução para a doença. Ele ressaltou que a enfermidade atinge uma parcela relativamente pequena da população, entre 2% e 5%.

Apesar de sua rigorosa rotina de saúde atual, que otimiza aspectos como sono e fertilidade, sua vida nem sempre seguiu esse padrão. Johnson compartilhou que, na infância, sua alimentação era baseada em comidas rápidas e bebidas doces.

Com o passar dos anos, e após enfrentar estresse prolongado, aumento de peso e quadros de depressão, o organismo do empresário iniciou um processo autoimune. Essa condição acabou por atingir sua tireoide e o revestimento do estômago, resultando no diagnóstico de gastrite autoimune (GAI).

O cenário para a doença não é animador, segundo o empreendedor de tecnologia, que afirmou que “a medicina tradicional reconhece suas limitações, indicando que o tratamento se restringe ao controle da condição”. Johnson desconhecia a existência da doença em seu corpo, mesmo ela provocando prejuízos permanentes à saúde, como carências nutricionais, anemia e uma maior propensão ao desenvolvimento de câncer.

Aos 21 anos, Johnson recebeu o diagnóstico de hipotireoidismo, uma condição em que a glândula tireoide não produz hormônios em quantidade suficiente. Desde então, ele faz uso de suplementos como levotiroxina e Armour Thyroid para assegurar o correto funcionamento hormonal.

Contudo, mesmo sem manifestar sintomas evidentes da GAI na época, Johnson agora acredita que existiam indícios iniciais da doença. Ao recordar, ele percebe que “não conectou os fatos”, notando baixos níveis de ferritina, uma proteína que armazena ferro, mesmo sem apresentar quadro de anemia.

O perfil do investidor Bryan Johnson

Johnson destina uma quantia de US$ 2 milhões, o equivalente a R$ 10,3 milhões anuais, para seus rigorosos protocolos com foco no antienvelhecimento.

O empresário, originário de Utah, nos Estados Unidos, construiu uma considerável fortuna após a venda da Braintree Venmo, sua companhia de gateway de pagamento. A transação foi fechada com o PayPal por um valor de US$ 800 milhões (cerca de R$ 4,1 bilhões) em 2013.

A figura pública já havia compartilhado em seu canal do YouTube que seu ganho de peso teve início após sua participação no futebol americano durante o ensino médio.

Aos 21 anos, ele optou por morar no Equador por dois anos, período em que foi afetado por diversas enfermidades e apresentava dificuldade para reter alimentos, resultando em uma “perda significativa de peso”, conforme relatou à revista People. Ele descreveu os primeiros meses como um período de vômitos e diarreias constantes, incapacidade de comer, além de erupções cutâneas e acne, vivenciando uma situação “horrível” como missionário em extrema pobreza no país.

“Senti-me impelido a criar algo que pudesse melhorar o mundo. Eu não tinha clareza do quê. Assim, meu objetivo tornou-se acumular uma grande fortuna antes dos 30 anos para, então, investir em algo significativo”, adicionou Johnson. Ele também já foi alvo de acusações por supostamente exigir acordos de confidencialidade de funcionários para ocultar comportamentos incomuns em sua empresa.

Depois de vender a Braintree em 2013, Johnson percebeu que seu estilo de vida não oferecia proteção contra problemas de saúde persistentes. Ele relatou sentir-se com excesso de peso, estressado e deprimido, o que o levou a dedicar mais atenção aos seus hábitos. Desse insight nasceu o Projeto Blueprint, fundado em 2021, por meio do qual ele dedica “cinco horas diárias” a um rigoroso “protocolo de longevidade”.

O empresário declara que seus biomarcadores atingiram os percentuais mais elevados e que sua “idade biológica” regrediu em comparação com sua idade cronológica. Contudo, especialistas na área alertam que a base científica dessas afirmações ainda é considerada especulativa.

“Quando afirmo que jamais experimentei tanta felicidade em toda a minha existência, é possível compreender a origem desse sentimento”, concluiu Johnson.

Em sua busca pela juventude, Bryan empregou uma equipe multidisciplinar composta por dezenas de profissionais. Uma das suas mais controversas intervenções, realizada em maio de 2023, envolveu não só seu filho, Talmage, mas também seu pai, Richard, de 70 anos, em um processo que ele denominou “a primeira troca de plasma multigeracional do mundo”. Durante esse procedimento, o empresário, seu filho e seu pai tiveram um litro de sangue retirado para a extração de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e plasma. No entanto, dois meses depois, Bryan abandonou o método, alegando que não obteve os benefícios esperados.

Em outro procedimento, ocorrido em outubro do ano anterior, Bryan foi fotografado com uma bolsa que ele apelidou de “ouro líquido”. Ele anunciou ter se submetido a uma técnica para remover o plasma sanguíneo do corpo, substituindo-o por albumina. Johnson explicou que essa abordagem teria o objetivo de eliminar de forma permanente “poluentes não naturais” presentes no organismo, como microplásticos, substâncias que, segundo ele, órgãos como fígado e rins não conseguem filtrar eficazmente, acelerando sua procura por uma juventude celular duradoura.

Mais recentemente, Johnson gerou controvérsia ao divulgar detalhes íntimos sobre sua namorada, a australiana Kate Tolo, de 28 anos, que também segue a filosofia do biohacking. O magnata afirmou que a vagina de sua parceira se encontra no “top 1%” em saúde. O empresário americano esclareceu que uma análise do muco vaginal de Kate revelou “predominância da espécie bacteriana mais protetora que uma vagina pode hospedar”.