Messi perde pênalti, mas comanda virada épica e leva Argentina às quartas de final

Lionel Messi

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A participação da Argentina e de Lionel Messi na Copa do Mundo esteve por um fio, mas a equipe conseguiu uma reviravolta dramática. Mesmo com o camisa 10 perdendo um pênalti e o Egito abrindo uma vantagem de 2 a 0 que perdurou até os 34 minutos do segundo tempo, a determinação do craque argentino foi crucial. Messi não aceitou que sua jornada final em Mundiais terminasse tão cedo e orquestrou uma virada histórica com um gol e uma assistência nos instantes decisivos.

Nos acréscimos, Enzo Fernández selou a classificação dos atuais campeões para as quartas de final, marcando o gol que garantiu a vitória. A Argentina agora aguarda o vencedor do confronto entre Colômbia e Suíça. A emoção da virada foi tão intensa que levou o craque argentino às lágrimas ao final da partida.

Após um confronto complicado com Cabo Verde na rodada anterior, o técnico Lionel Scaloni optou por mudanças significativas no time para enfrentar o Egito. Saíram Medina e Thiago Almada, dando lugar a Tagliafico, Paredes e Julián Alvarez. O objetivo era fortalecer o meio-campo argentino e adicionar mais experiência à escalação inicial.

A seleção egípcia começou o jogo de forma mais agressiva, impondo uma pressão alta na saída de bola dos campeões mundiais. Essa tática rendeu frutos logo aos 14 minutos da primeira etapa, quando o zagueiro Ibrahim, após uma jogada elaborada em cobrança de escanteio, superou Lisandro Martínez e cabeceou para o fundo da meta do goleiro Dibu Martínez.

Essa desvantagem marcou a primeira vez que a Argentina ficou atrás no placar em uma Copa do Mundo desde sua eliminação para a França nas oitavas de final de 2018. Um novo tipo de desafio se apresentava para a equipe de Scaloni, que teve uma oportunidade de ouro para empatar apenas quatro minutos depois, quando Hassan cometeu uma penalidade em Tagliafico.

Contudo, Messi, encarregado da cobrança, desperdiçou a chance novamente. Este foi o seu quarto pênalti perdido em Copas do Mundo, e o segundo nesta edição do torneio, estabelecendo uma marca indesejada como o jogador com o maior número de penalidades desperdiçadas na história do Mundial.

Após o choque do pênalti perdido, a Argentina assumiu o controle da posse de bola, enfrentando uma defesa egípcia extremamente fechada, que por vezes se organizava em uma linha de seis jogadores. A estratégia ofensiva dos argentinos concentrava-se em jogadas pelo centro do campo e inversões para o lateral Tagliafico pela esquerda. Apesar de criar oportunidades claras de gol no primeiro tempo, a equipe esbarrou nas excelentes defesas do goleiro Mostafa Shobeir, que se destacou como o principal nome dos 45 minutos iniciais.

No segundo tempo, a Argentina continuou sua pressão em busca do empate, mas levou um novo susto aos 13 minutos. Em um rápido contra-ataque, Zico avançou e finalizou na saída do goleiro, marcando o que seria o segundo gol do Egito. No entanto, o lance foi revisado pelo VAR e o gol acabou sendo anulado por uma falta cometida em Lisandro Martínez no início da jogada.

Ainda assim, a equipe egípcia encontrou o caminho para explorar os contra-ataques. Aos 21 minutos, após um escanteio para a Argentina, Hassan realizou uma grande jogada individual, superando a defesa adversária e servindo Zico, que estava livre para ampliar a vantagem no placar. Com isso, a seleção do Egito parecia caminhar para sua primeira participação em quartas de final de Copa do Mundo.

Diante da necessidade de superar uma grande desvantagem no final da partida, a Argentina se lançou ao ataque e conseguiu diminuir com Romero, que cabeceou para o gol após um cruzamento preciso de Messi. Na sequência, o camisa 10 protagonizou uma jogada individual brilhante, encontrando Lautaro em boa posição, mas o cabeceio do atacante acabou indo para fora.

Messi se recusava a desistir, assumindo a liderança do ataque argentino. Pouco tempo depois, ele aproveitou uma sobra na área para deixar tudo igual, marcando seu oitavo gol nesta edição e o 21º em todas as suas participações em Copas. Esse gol histórico garantiu o empate crucial para a Argentina.

No final do jogo, o Egito, buscando o gol da vitória, avançou suas linhas e abriu espaços para o contra-ataque argentino. Lautaro recebeu a bola na ponta e fez um cruzamento perfeito para Enzo Fernández, que marcou o gol da virada nos acréscimos. Em um período de aproximadamente 13 minutos, a Argentina marcou três gols e, com essa espetacular reação, segue viva na busca pelo bicampeonato mundial, e Messi continua a construir sua rica história em Copas do Mundo.