O zagueiro Thiago Silva reassumirá a posição de capitão do Fluminense, marcando seu retorno oficial ao clube. A decisão vem depois de uma recusa simbólica por parte do jogador em usar a braçadeira durante um amistoso de intertemporada contra o Bahia, ocorrido há duas semanas, antes de sua reestreia.
O motivo da recusa inicial pela braçadeira de capitão
Naquela partida preparatória, o goleiro Fábio, que dividia a braçadeira com o lateral Samuel Xavier desde a saída do ídolo tricolor em dezembro de 2025, tentou passar o símbolo de capitania para Thiago Silva. Contudo, o zagueiro optou por não utilizá-lo naquele momento, gerando curiosidade sobre sua postura.
O próprio Thiago Silva explicou publicamente sua decisão, citando sua saída anterior do clube, que considerou “inesperada”, e também fazendo menção a desafios que enfrentou com a função de capitão em outras fases de sua carreira.
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Em sua fala, o atleta afirmou: “Isso para mim, de verdade, é menos importante de tudo. O gesto respeitoso do Fábio para comigo foi grande. Mas eu tive a minha saída inesperada. Alguns outros jogadores ocuparam esse espaço de líder com a minha saída. E eu já tive alguns problemas com faixa de capitão na minha carreira e é uma coisa que eu não quero voltar a repetir. Se eles acharem que eu devo usar, eu vou usar.”
Ele acrescentou, reforçando sua visão sobre a liderança: “Mesmo sem a faixa de capitão, eu me sinto um líder do time. É por isso que o clube apostou em mim mais uma vez. Ano passado, ano retrasado, aconteceu com o Felipe Melo. Ele estava no banco, ele entrou no jogo e eu dei a faixa para ele porque ele era o capitão do time naquele momento. E o Fábio passou para mim porque ele acha que eu sou um capitão. Mas, de verdade, para mim é o menos importante. O mais importante é o respeito de todos e o carinho que eles têm comigo.”
A percepção interna sobre a liderança de Thiago Silva
Dentro do clube, a volta de Thiago Silva ao posto de capitão é vista como uma transição natural. Ele já exercia a função até o final de 2025, convivendo com boa parte do elenco atual, e é amplamente reconhecido como uma figura de referência para todos. O ídolo tricolor, apesar de não ter demonstrado apego ao símbolo físico da braçadeira, acredita que sua liderança não depende dela.
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O gesto de recusar a braçadeira foi interpretado por muitos torcedores nas redes sociais como uma demonstração de humildade e uma atitude própria de um verdadeiro líder, ressaltando sua preocupação com o coletivo.
A partir de agora, a braçadeira de capitão retornará definitivamente para o zagueiro, sempre que ele estiver em campo. Com sua situação regularizada, Thiago Silva fará sua reestreia oficial no próximo domingo, 27 de julho de 2026, contra o Grêmio, em um jogo agendado para as 18h30, na cidade de Porto Alegre. A expectativa é que ele comece entre os titulares, especialmente devido às ausências de dois defensores, Jemmes e Millán, que estão lesionados por problemas musculares.

