O empresário americano Bryan Johnson, que ficou conhecido por investir milhões anualmente na busca por uma vida extremamente longa, divulgou ter sido diagnosticado com gastrite autoimune. Esta condição crônica e incurável afeta o revestimento do estômago. Com 48 anos, o biohacker manifestou em uma plataforma social sua dúvida se teria excedido os limites na tentativa de prolongar a vida e a saúde. Ele questionou: “Tenho pensado sobre isso e me pergunto se levei essa história toda de longevidade longe demais”.
Johnson fundou a empresa de pagamentos Braintree, vendida ao PayPal em 2013, e atuou como ex-presidente-executivo da Kernel, focada em neurotecnologia. Ele ganhou notoriedade pelo projeto Blueprint, um programa rigoroso de alimentação, atividades físicas e terapias experimentais, que, conforme relatos internacionais, chega a custar aproximadamente US$ 2 milhões por ano. A gastrite autoimune, descrita por Johnson como o estômago “se autodevorando”, impede a correta absorção de vitamina B12 e ferro no corpo. Contudo, especialistas consultados apontam que a condição é raramente letal e frequentemente não apresenta sintomas.
Entre as abordagens mais polêmicas adotadas por Johnson estão as transfusões de plasma sanguíneo de seu filho adolescente, Talmage, e de seu pai, Richard, iniciadas em 2023. Ele denominou essa iniciativa de “a primeira troca de plasma multigeracional do mundo”. Em 2025, Johnson declarou que suspendeu as infusões com o sangue do filho, levantando dúvidas sobre a eficácia do procedimento.
Especialistas questionam conceito de ‘clone’ de Bryan Johnson
Algumas semanas antes do anúncio do diagnóstico, Johnson havia declarado ter criado um “clone” de si mesmo, na forma de recém-nascido. O propósito seria utilizar esse material biológico para experimentar novas terapias e, no futuro, desenvolver órgãos para transplantes. O empresário explicou que o processo envolveu a coleta de suas próprias células sanguíneas, que foram então reprogramadas em laboratório para um estado parecido com o embrionário.
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A divulgação provocou grande repercussão nas redes sociais, com muitos usuários criticando a iniciativa como antiética e levantando questões sobre o consentimento de um possível ser gerado. Contudo, cientistas contestaram a descrição de Johnson. Especialistas indicaram que o método descrito corresponde à técnica de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), um processo de reprogramação celular já estabelecido na pesquisa, mas que não resulta em um clone humano vivo nem, até o momento, implica na remoção de órgãos de um ser existente. Johnson não apresentou dados técnicos independentes para sustentar suas afirmações.
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Outras experiências radicais do bilionário
O empresário também alega ter removido 85% dos microplásticos presentes em seu sêmen, reduzindo de 165 para 20 partículas por mililitro entre novembro de 2024 e julho de 2025. Isso ocorreu após ele incorporar sessões diárias de sauna seca e compressas de gelo na área genital. Ele declarou que “A terapia que consideramos mais responsável por essa redução é a sauna, que também eliminou a maior parte das toxinas ambientais do meu corpo”.
Depois de seu desabafo sobre ter ultrapassado os limites, a comunidade de seguidores de Johnson se dividiu nos comentários. Um usuário incentivou: “Acho que você deveria continuar fazendo o que tem feito. Tudo acontece por um motivo”. Outro internauta expressou apoio, pedindo que ele “não perdesse a esperança”. Por outro lado, outros comentários aconselharam o empresário a relaxar: “vá tomar uma cerveja, fume um cigarro e descontraia um pouco. Vai ficar tudo bem”.
Apesar da repercussão gerada, Johnson manifestou a intenção de utilizar inteligência artificial e terapias experimentais na tentativa de reverter a doença. Ele sustenta seu objetivo declarado de viver até o ano de 2140.

