Microsoft impulsiona receita e lucro com nuvem e IA, mas setor de Windows e Xbox perde força

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Microsoft - Shaheerrr/Shutterstock.com

A Microsoft revelou os resultados fiscais do último trimestre em 29 de julho de 2026. Conforme antecipado pelo mercado, os dados são majoritariamente positivos, embora evidenciem um desequilíbrio entre as diferentes divisões da empresa.

A receita da companhia atingiu US$ 90 bilhões, um crescimento de 18% em relação ao ano anterior. O lucro operacional também cresceu 18%, alcançando US$ 40,6 bilhões, resultando em ganhos diluídos por ação de US$ 4,81, representando uma elevação de 31%.

Como este período encerra o ano fiscal de 2026 da empresa, a Microsoft também confirmou um aumento geral de 18% na receita e 21% no lucro operacional para o ano completo.

Segundo informações da própria Microsoft, os bons resultados se devem não apenas aos lucros diretos, mas também a fatores específicos, como o investimento na Anthropic, empresa responsável pelo Claude, e despesas menores que o esperado em áreas como indenizações por rescisão.

Principais divisões que apresentaram crescimento na Microsoft

  • A Microsoft Cloud se destacou como principal motor dos resultados, gerando US$ 59,3 bilhões em receita, um crescimento de 27% comparado ao ano anterior.
  • A Intelligent Cloud, que abrange produtos e serviços de inteligência artificial (IA) da empresa, como o Azure, registrou o maior aumento anual, com 32% na receita, contribuindo com US$ 39,3 bilhões do total.
  • Entre os sucessos dessas áreas, a receita do Azure superou a marca de US$ 100 bilhões pela primeira vez, e o Microsoft 365 Copilot alcançou 30 milhões de assinantes pagos.
  • No setor de Produtividade e Negócios, que viu a receita subir 14%, as notícias são igualmente positivas: o Microsoft 365 elevou a renda tanto nas versões comerciais quanto para consumidores, e o LinkedIn cresceu 12% após reformulações.
  • A receita com publicidade em buscas também aumentou 10%, excluindo os custos de aquisição de tráfego.

Estes números evidenciam a estratégia atual da companhia focada em inteligência artificial, com um direcionamento crescente para o desenvolvimento de tecnologia própria e uma menor dependência de projetos com a OpenAI.

Queda de receita para Windows e Xbox

A divisão More Personal Computing apresentou os resultados menos animadores para a empresa, mesmo que isso não tenha comprometido o crescimento impulsionado pelas áreas de nuvem e IA.

A receita da família de dispositivos e do sistema Windows teve uma redução de 7%, mas superou as previsões mais pessimistas do mercado. Além disso, a subcategoria Conteúdos e Serviços Xbox registrou uma retração de 10%.

Para o segmento de computadores e outros eletrônicos, especula-se que a crise global de chips de memória tenha contribuído para o impacto negativo, elevando custos de produção e preços ao consumidor. Adicionalmente, alguns projetos da área não obtiveram o sucesso esperado, levando a uma revisão de estratégia e à diminuição de funcionalidades do Copilot no Windows 11 após receber críticas.

A situação da divisão de jogos, por sua vez, mostra-se mais complexa. A nova CEO, Asha Sharma, lidera uma vasta reestruturação da marca Xbox, que inclui demissões, a venda de estúdios e diversas alterações estratégicas.