O mês de agosto de 2026 promete um cenário astronômico extraordinário para observadores em todo o planeta, com a chegada da chuva de meteoros Perseidas, um eclipse solar total e um eclipse lunar parcial de 96%. Será um período de múltiplos fenômenos celestes que despertarão o interesse de entusiastas e do público em geral.
Para os apaixonados por astronomia, agosto de 2026 configura-se como um dos meses mais singulares do ano, oferecendo uma rara convergência de fenômenos. Além da chuva Perseidas, o brilho intenso de Vênus ao entardecer e o retorno de Júpiter ao amanhecer, o destaque fica por conta de um eclipse solar total na Europa e um eclipse lunar quase total visível em grande parte das Américas, Europa e África. Uma nova explosão estelar da T Coronae Borealis também está prevista, consolidando este como um período repleto de espetáculos.
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Principais datas para observar o céu em agosto de 2026
Entre 6 e 15 de agosto de 2026, o céu noturno proporcionará condições ideais de escuridão. Este intervalo, que se inicia com a lua minguante, é perfeito para avistar a Via Láctea e outros corpos celestes distantes.
Um eclipse solar total será registrado em 12 de agosto de 2026, com sua rota principal atravessando o leste da Groenlândia, oeste da Islândia e norte da Espanha. Regiões da Europa terão a chance de ver um eclipse parcial significativo antes do anoitecer, enquanto o nordeste da América do Norte observará uma fase parcial mais discreta durante a tarde. O evento não terá visibilidade no Japão.
O ápice da chuva de meteoros Perseidas acontecerá entre 12 e 13 de agosto de 2026. A previsão indica o pico por volta das 11h da manhã, horário do Japão, no dia 13, coincidindo com as horas seguintes ao eclipse solar total, momento em que o maior número de meteoros estará visível. Para quem estiver no Japão, a melhor visualização será da noite do dia 12 até o amanhecer do dia 13, período sem a interferência da lua, com potencial de até 100 meteoros por hora em locais com baixa poluição luminosa.
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No dia 15 de agosto de 2026, Vênus alcançará sua maior elongação oriental, marcando o ponto de sua maior distância aparente do Sol. Isso fará com que o planeta brilhe de forma intensa no céu ocidental logo após o pôr do sol. Ao ser observado por telescópios, Vênus se mostrará em fase crescente e sua luminosidade aumentará nas semanas subsequentes, à medida que sua forma de crescente se acentuar.
A partir da metade até o final de agosto de 2026, Júpiter reaparecerá no céu. O maior planeta do sistema solar, que esteve oculto pela forte luz solar em julho, voltará a ser visível no crepúsculo da manhã. Observadores com hábitos matinais poderão avistá-lo baixo no horizonte leste antes do nascer do sol, notando sua ascensão gradual a cada dia.
Um eclipse lunar parcial está agendado para a noite de 27 de agosto até a madrugada de 28 de agosto de 2026. Este evento é considerado um “eclipse lunar profundo”, pois até 96% da Lua cheia entrará na penumbra terrestre. A totalidade do eclipse será observável em vastas áreas da América do Norte e em toda a América do Sul. Para os europeus, a fase parcial será visível antes do amanhecer. Contudo, o fenômeno não poderá ser observado no Japão.

