Pelotas sofre com vendaval que destelha mais de 250 residências e deixa moradores em pânico

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Ventania, tempestade, ventos fortes, vendaval - RamonBerk/Shutterstock.com

Um ciclone extratropical causou vasta destruição e preocupação em Pelotas, no sul do estado, com rajadas de vento atingindo 89 km/h. A cidade já registra mais de 250 imóveis com telhados danificados. Apesar dos significativos prejuízos materiais em diversas áreas urbanas, o incidente não resultou em feridos ou fatalidades.

Em resposta à necessidade urgente de auxílio às famílias afetadas, a Defesa Civil do município organizou a distribuição de materiais, inaugurando um novo ponto para entrega de lonas na Vila Gotuzzo, uma das áreas mais atingidas pelo fenômeno.

O secretário municipal de Defesa Civil, Milton Martins, informou que mais de três quilômetros de lonas foram entregues. O volume de chamados cresceu substancialmente na manhã seguinte ao vendaval, quando a falta de energia elétrica e a queda nos serviços de internet impossibilitaram o contato dos moradores com as equipes de resgate no dia anterior.

A administração municipal está preparando um relatório minucioso dos danos para fundamentar a declaração de situação de emergência ou estado de calamidade pública. Essa providência é vista como essencial para assegurar o acesso a recursos estaduais e federais necessários para a aquisição de telhas e outros itens de reconstrução.

Relatos de moradores sobre a intensidade do fenômeno

Nos bairros afetados, a paisagem pós-vendaval revela preocupação e o intenso trabalho de remoção de entulhos. O vento potente removeu telhados, derrubou construções e espalhou detritos pelas ruas.

A força do vendaval pegou de surpresa quem estava ao ar livre durante as rajadas. Residentes descrevem instantes de pânico diante da quantidade de objetos arremessados pela ventania.

“Foi um negócio assustador, achei que era a morte que estava vindo. Foi uma coisa que nunca se viu na vida. Olha o estado em que está tudo. Meu apartamento destelhou todo e toda a região ficou assim, é muito triste”, contou o motorista Cristian Jaks Frohlich, residente da Guabiroba.

No momento em que o ciclone alcançou a cidade, ele estava abrigado em uma padaria da região, testemunhando a progressão da intempérie.

“Foi a alma que gritou. Eu estava aqui na padaria no momento do acontecido e aquilo era destroço voando, lixeira voando. Graças a Deus a gente tem bastante gente que ajuda, vai dar tudo certo. Não se perdeu ninguém, são só danos materiais e vamos conseguir passar por esse momento”, desabafou.

A prioridade das equipes da prefeitura continua sendo o restabelecimento do fornecimento de energia elétrica, a normalização dos serviços de comunicação e a condução de inspeções técnicas nas moradias danificadas.