A Samsung, líder no mercado de smartphones dobráveis, enfrenta críticas sobre o desempenho multitarefa do seu mais recente aparelho, o Galaxy Z Fold 8. Uma análise recente, divulgada em 12 de agosto de 2026, indicou que, apesar do hardware potente e do design inovador, o software do dispositivo ainda apresenta deficiências significativas na gestão de múltiplas aplicações simultaneamente. A constatação levanta questões sobre a capacidade dos dobráveis em substituir laptops como máquinas de trabalho eficientes.
As limitações atuais na multitarefa do Galaxy Z Fold 8
Embora o Galaxy Z Fold 8 e o Galaxy Z Fold 8 Ultra representem uma evolução em relação às gerações anteriores, o sistema de multitarefa ainda não atinge o nível de fluidez esperado para um aparelho de sua categoria e preço. A Samsung oferece a possibilidade de dividir a tela entre até três aplicativos – um ocupando metade da área e os outros dois dividindo a parte restante. Além disso, é possível abrir até cinco janelas flutuantes.
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O problema reside na implementação dessas funcionalidades. A organização de cinco janelas pop-up, por exemplo, pode se tornar caótica e prejudicar a experiência do usuário. A funcionalidade de duas aplicações em tela cheia, lado a lado, também não é clara e exige ajustes manuais pouco intuitivos. Esses aspectos dificultam o uso contínuo para tarefas que exigem alternância frequente entre diferentes programas, como em um ambiente de trabalho.
Soluções inovadoras de rivais deixam Samsung para trás
Enquanto a Samsung busca aprimorar a multitarefa, concorrentes como o OPPO Find N6 já demonstram soluções mais avançadas e intuitivas. O aparelho da OPPO, por exemplo, permite até quatro janelas pop-up com maior flexibilidade de redimensionamento e movimentação. Uma das maiores vantagens é a forma como os aplicativos não utilizados são ocultados como ícones ou miniaturas, evitando a desorganização na tela, ao contrário do One UI da Samsung.
Além disso, o Find N6 se destaca com o recurso “Boundless View”, que cria uma grade deslizante onde até três aplicativos abertos permanecem acessíveis com um toque, mas ficam ocultos quando não são o foco principal. A transição entre janelas estáticas e dinâmicas é facilitada por um gesto de pinça com quatro dedos, tornando a experiência fluida e eficiente. Essa abordagem, já presente no sistema Open Canvas da OnePlus desde 2023, estabelece um padrão ouro para a multitarefa em dobráveis.
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A promessa de produtividade do Z Fold Ultra em xeque
A linha Galaxy Z Fold 8 Ultra é frequentemente promovida como um dispositivo com alto potencial de produtividade, visando um público profissional. Contudo, as deficiências no gerenciamento de múltiplas tarefas geram um paradoxo: enquanto o hardware e a compatibilidade geral com aplicativos são elogiáveis, a experiência multitarefa não corresponde às expectativas de quem busca um substituto para notebooks ou tablets de trabalho.
Ainda que os smartphones dobráveis da Samsung possuam um software robusto para a maioria dos aplicativos e ferramentas de inteligência artificial como o Galaxy AI, a lacuna na multitarefa se mostra evidente. Curiosamente, a própria Samsung oferece um modo DeX em seus tablets que permite multitarefa sem a necessidade de um monitor externo, uma funcionalidade ausente nos seus dobráveis, forçando o uso de um periférico para uma experiência completa de desktop.
O futuro da multitarefa em aparelhos dobráveis
A capacidade de alternar e visualizar múltiplos aplicativos de forma eficiente é crucial para a evolução dos smartphones dobráveis. Para que esses dispositivos possam competir de fato com computadores portáteis, a inovação em software se faz indispensável. A diferença entre as soluções da Samsung e de outros fabricantes como a OPPO, especialmente no que tange à experiência do usuário, sugere que há um caminho considerável a ser percorrido.
Mesmo superando o Google Pixel 10 Pro Fold, que oferece apenas uma divisão estática para dois aplicativos, o Galaxy Z Fold 8 precisa de avanços significativos para se manter na vanguarda da produtividade móvel. A expectativa do mercado é que futuras iterações, como um possível Pixel 11 Pro Fold, tragam melhorias substanciais que impulsionem a concorrência e forcem todas as fabricantes a investir em uma multitarefa verdadeiramente otimizada.

