A seleção do júri para o julgamento de Duane “Keffe D” Davis, acusado do assassinato de Tupac Shakur em 1996, segue em andamento nos tribunais. Em 12 de agosto de 2026, Ronald “Money B” Brooks, membro do Digital Underground e amigo próximo de Tupac antes de sua ascensão, participou de um programa para apresentar sua própria perspectiva sobre o crime, sugerindo que o verdadeiro atirador já não está vivo e que a narrativa de rivalidade no rap pode ter sido manipulada.
Teoria de Money B sobre a identidade do atirador
Money B afirmou acreditar que a pessoa responsável pelo disparo fatal contra Tupac Shakur está morta. Ele mencionou que “as ruas vêm falando há anos” e que o sobrinho de Keffe D, Orlando Anderson, é frequentemente apontado como o autor dos tiros. O músico, no entanto, ressaltou que não possui conhecimento de primeira mão sobre o ocorrido. Além disso, Money B expressou a convicção de que outras pessoas e possivelmente agências tiveram um papel na morte de Tupac e na subsequente fuga do atirador.
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Detalhes da acusação contra Duane ‘Keffe D’ Davis
Os promotores do caso sustentam que Davis não efetuou o disparo pessoalmente, mas arquitetou o ataque de dentro de um carro em movimento na famosa Las Vegas Strip. O motivo, segundo a acusação, seria uma retaliação por uma briga envolvendo seu sobrinho. Davis declarou-se inocente, e seus advogados argumentam que as confissões anteriores do acusado – feitas em interrogatórios policiais, em um documentário e em sua autobiografia – foram exageros contados em busca de dinheiro e atenção, e não representam a verdade dos fatos.
Os primeiros passos de Tupac Shakur na música e seu perfil
O grupo Digital Underground ofereceu a Tupac Shakur sua primeira chance no início dos anos 90. Inicialmente, ele atuou como roadie e dançarino de apoio, antes de assumir o microfone e se tornar um dos maiores nomes do rap. Money B o descreveu como um indivíduo intensamente determinado e compassivo. O amigo de longa data destacou a ética de trabalho de Shakur como algo que nunca tinha presenciado, e complementou que o rapper foi “criado para questionar a autoridade” e tinha um desejo profundo de auxiliar sua comunidade. Acredita-se que, se estivesse vivo, seu caminho o teria levado ainda mais ao ativismo.
Rejeição à rivalidade fabricada entre Costas Leste e Oeste
Money B também rejeitou enfaticamente a ideia de uma rivalidade genuína entre o rap da Costa Leste e da Costa Oeste, uma teoria popularmente associada à morte de Tupac. Ele explora essa perspectiva em seu livro de memórias, “A DU Party Don’t Stop”, com lançamento previsto para outubro. O músico alegou que a cobertura da mídia transformou uma disputa pessoal entre duas pessoas em uma rivalidade fabricada, afirmando que “foi tudo armado. Foi tudo promovido”, e que “foi isso que matou Tupac”. Essa visão desafia uma das narrativas mais difundidas sobre o cenário do rap da época.
Principais momentos na investigação do assassinato de Tupac
- Setembro de 1996: Tupac Shakur é fatalmente baleado na Las Vegas Strip, aos 25 anos.
- Décadas de especulação: O caso permaneceu sem solução oficial, alimentando diversas teorias sobre o atirador e os mandantes.
- Setembro de 2023: Duane “Keffe D” Davis é indiciado por assassinato, acusado de planejar o ataque.
- Início de 2026: O julgamento de Davis começa com a seleção do júri, trazendo o caso de volta aos holofotes.
- 12 de agosto de 2026: Ronald “Money B” Brooks compartilha sua teoria sobre o atirador e a rivalidade entre as costas.
Próximos passos e o que ainda se busca esclarecer no caso
Com o julgamento de Duane “Keffe D” Davis em andamento, muitas perguntas permanecem em aberto. A corte busca determinar a responsabilidade de Davis no planejamento do assassinato, enquanto a defesa tenta descreditar suas confissões anteriores. A teoria de Money B, que aponta para um atirador já falecido, adiciona uma camada de complexidade ao caso, levantando questionamentos sobre a possibilidade de outros envolvidos ainda estarem impunes. O desenrolar do processo judicial será fundamental para tentar trazer mais clareza a um dos mistérios mais duradouros da música.

