Motorista de ambulância é investigado por mortes de seis pacientes

Ambulância Itália - marcodotto/ Istockphoto.com

Ambulância Itália - marcodotto/ Istockphoto.com

A Justiça da Itália determinou que o motorista de ambulância e socorrista Luca Spada enfrente julgamento sob a acusação de assassinar uma paciente ao aplicar ar em sua corrente sanguínea por um impulso classificado como incontrolável. O profissional responde ainda por suspeita de ter provocado o falecimento de outras cinco pessoas atendidas sob o mesmo procedimento.

Promotores que atuam no caso qualificaram o acusado como um criminoso em série obsessivo que selecionava alvos vulneráveis de idade avançada em uma conduta predatória.

Sem possuir diploma de paramédico, o réu de 27 anos teve a prisão mantida sob a imputação formal de ter executado a idosa Deanna Mambelli, de 85 anos, durante um translado médico realizado em veículo oficial da Cruz Vermelha em 25 de novembro de 2025. A vítima faleceu no veículo.

A apuração sobre os outros óbitos envolve os pacientes Mirella Montanari, Francesco Mario Scavone, Edoarda Gasperini, Vincenzo Pesci e Vittorio Benini.

Luca Spada – Reprodução

Investigadores apontam que as injeções com doses fatais de ar eram administradas diretamente nos idosos doentes para induzir a parada circulatória por embolia. O método agressivo atingia pessoas sem capacidade de reação física.

A primeira audiência no Tribunal de Assise de Forlì foi agendada para 15 de outubro de 2026, enquanto os outros inquéritos continuam em tramitação.

“O despacho que determina o julgamento imediato dá início, finalmente, aos trâmites perante o Tribunal do Júri, e era isso que aguardávamos. As partes lesadas integrarão o processo como partes civis e enfrentarão o julgamento sem qualquer hesitação: as provas reunidas pelos investigadores são extremamente robustas, e não tememos, de forma alguma, o escrutínio do tribunal. Confiamos que o julgamento revelará a verdade que Deanna Mambelli e sua família merecem”, afirmou a defesa da família de Deanna.

A apuração sobre o transporte sanitário levou a questionamentos a respeito da supervisão e dos protocolos institucionais nos veículos de resgate. As autoridades monitoram as checagens técnicas sobre o serviço médico regional.