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Golpe ClickFix avança e atinge computadores com Windows e macOS

macOS 26
macOS 26 - Thrive Studios ID/ Shutterstock.com

Criminosos virtuais multiplicaram os ataques com o método ClickFix para infectar computadores com sistemas Windows e macOS em 11 de setembro de 2026. O golpe exige apenas a invasão prévia de um site comum, a exibição de uma falsa janela de verificação do tipo CAPTCHA e o convencimento da vítima para colar um código malicioso no terminal de comando do próprio computador. Grupos patrocinados pelo Kremlin também passaram a empregar o procedimento.

O pesquisador independente Kevin Beaumont alertou sobre o volume crescente de invasões comunicadas por usuários na plataforma Reddit. “Sites legítimos em todos os lugares estão sendo hackeados para exibir os falsos prompts de captcha”, afirmou Beaumont.

Golpes digitais, segurança cibernética, sistema hackeado - Ksw Photographer/ Shutterstock.com
Golpes digitais, segurança cibernética, sistema hackeado – Ksw Photographer/ Shutterstock.com

Fadiga com alertas na navegação amplia o alcance dos golpes

O cansaço diante de telas repetitivas reduziu o estado de alerta de quem navega na internet.

Os invasores do ClickFix exploram esse desgaste por meio de simulações visuais da empresa Cloudflare que mascaram instruções operacionais nocivas. A vítima recebe ordens para colar o texto oculto na janela Executar do Windows, no PowerShell ou no terminal do macOS antes de apertar Enter.

O público cumpre essas exigências porque visita essas páginas há uma década. Os comandos parecem banais. As telas reproduzem padrões visuais corriqueiros da rotina digital. Sem treinamento avançado em segurança digital, a pessoa média não desconfia do pedido.

Essa tática reduziu os custos operacionais dos invasores. A firma BlueVoyant monitorava essa atividade sob o código Lorem Ipsum quando os criminosos ainda compravam certificados da Microsoft. A estrutura antiga exigia o aluguel constante de domínios e a manipulação de buscas para espalhar pacotes do Microsoft Installer.

Em maio de 2026, a BlueVoyant registrou a substituição dos instaladores assinados pelo envio de comandos diretos aos terminais. “O modelo ClickFix amplia o leque de vítimas, passando de usuários que buscam especificamente pelo Microsoft Teams para qualquer pessoa que navegue em um site comprometido”, informou a empresa.

Apurações conduzidas pela companhia de segurança Jamf revelaram que variantes voltadas para o macOS também conseguem driblar os bloqueios da ferramenta Gatekeeper.

Relatórios da Cisco Talos identificaram criminosos que utilizam planilhas públicas do Google Sheets para conduzir as fraudes na web. O grupo Sandworm, associado ao governo da Rússia, transferiu suas centrais de comando para contratos inteligentes baseados em blockchain. A empresa Netskope localizou 5.400 páginas virtuais atreladas a essa infraestrutura de controle.

O método ClickFix distribui múltiplos tipos de arquivos maliciosos contra sistemas corporativos e domésticos. A eficácia operacional mantém o procedimento ativo entre quadrilhas digitais.

Ferramentas de proteção digital receberam atualizações para identificar a colagem indevida desses textos nocivos. O aplicativo BlockBlock para computadores Mac impede a gravação definitiva do ataque assim que o atalho ⌘+V é acionado no teclado. A extensão uBlock adotou recursos semelhantes para barrar a investida nos navegadores.

Usuários com maior conhecimento técnico compartilham orientações preventivas com parentes e colegas sem experiência operacional para conter a propagação contínua do ClickFix.

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