A Apple reajustou a tabela de valores do iPhone e de outros dispositivos na loja oficial brasileira e no mercado dos Estados Unidos. A medida atinge tanto gerações anteriores mantidas no catálogo quanto novos lançamentos de celulares das linhas iPhone 18 Pro, iPhone 18 Pro Max e iPhone Duo.
A disparada nos custos de fabricação decorre da crise global de chips de memória e módulos de armazenamento NAND.
O presidente-executivo Tim Cook admitiu que a empresa elevaria os preços ao consumidor por causa do encarecimento desses componentes industriais. A companhia aceitou pagar o dobro pelo fornecimento de chips NAND para manter a capacidade das linhas de montagem. Projeções para esse setor indicam que a escassez de suprimentos de semicondutores pode se estender até 2028.
Aparelhos no catálogo brasileiro recebem aumentos de até 14,8%
No comércio brasileiro, o iPhone 16 com 128 gigabytes de armazenamento teve o preço elevado de R$ 6.800 para R$ 7.000, o que representa um acréscimo de 2,9%. A empresa descontinuou o iPhone 16 Plus no mercado nacional, onde o modelo custava anteriormente R$ 8.500 na versão de 128 gigabytes e R$ 9.300 na versão de 256 gigabytes.
A atualização atingiu também aparelhos de gerações anteriores e modelos intermediários como o iPhone 17e comercializados no país. A edição de 256 gigabytes subiu de R$ 5.800 para R$ 6.000, enquanto a configuração de 512 gigabytes passou de R$ 7.300 para R$ 7.500. Em outros modelos da fabricante, versões com 256 gigabytes foram de R$ 8.000 para R$ 8.300 e variantes de 512 gigabytes subiram de R$ 9.500 para R$ 9.800.
Aparelhos avançados de 1 terabyte registraram elevação de R$ 13.500 para R$ 15.500 no mercado nacional, gerando uma alta de 14,8%.
Na comparação entre as linhas profissionais, o iPhone 18 Pro de 256 gigabytes chegou por R$ 12.000, superando os R$ 11.500 cobrados pelo iPhone 17 Pro equivalente. A versão de 512 gigabytes subiu para R$ 13.500 frente aos R$ 13.000 do antecessor, a de 1 terabyte foi fixada em R$ 16.500 e a nova opção de 2 terabytes estreou por R$ 21.000.
O iPhone 18 Pro Max também apresentou acréscimos sucessivos em todas as capacidades de armazenamento disponibilizadas aos consumidores no Brasil. O modelo de 256 gigabytes passou para R$ 13.000 contra R$ 12.500 do iPhone 17 Pro Max, enquanto o de 512 gigabytes subiu de R$ 14.000 para R$ 14.500. A versão de 1 terabyte saltou de R$ 15.500 para R$ 17.500, e a edição inédita de 2 terabytes alcançou o patamar de R$ 22.000.
Valores dos telefones no mercado dos Estados Unidos sobem até 25%
Nos Estados Unidos, o iPhone 16 padrão de 128 gigabytes subiu de US$ 700 para US$ 800, o que equivale a um aumento de 14,3% no varejo local. As configurações do iPhone 16 Plus de 128 gigabytes cotada a US$ 800 e de 256 gigabytes tabelada em US$ 900 foram retiradas de circulação.
O modelo Plus saiu de linha.
As versões intermediárias de 256 gigabytes subiram de US$ 600 para US$ 700 e os aparelhos de 512 gigabytes passaram de US$ 800 para US$ 900 no mercado norte-americano. Em categorias superiores, aparelhos de 256 gigabytes foram de US$ 800 para US$ 900, versões de 512 gigabytes subiram de US$ 1.000 para US$ 1.100 e as edições de 1 terabyte pularam de US$ 1.400 para US$ 1.700.
A transição para os novos smartphones profissionais nos Estados Unidos produziu aumentos de até 25% nas configurações com maior quantidade de memória interna. O iPhone 18 Pro de 256 gigabytes começou em US$ 1.200 perante US$ 1.100 do iPhone 17 Pro, enquanto a opção de 512 gigabytes foi para US$ 1.400 e a de 1 terabyte atingiu US$ 1.800, com a versão de 2 terabytes estreando por US$ 2.400. Os valores do iPhone 18 Pro Max registraram variações expressivas em todas as capacidades:
- iPhone 18 Pro Max de 256GB: US$ 1.300 (aumento de 8,3% sobre os US$ 1.200 do 17 Pro Max)
- iPhone 18 Pro Max de 512GB: US$ 1.500 (alta de 7,1% perante os US$ 1.400 da geração anterior)
- iPhone 18 Pro Max de 1TB: US$ 1.900 (avanço de 18,8% comparado aos US$ 1.600 anteriores)
- iPhone 18 Pro Max de 2TB: US$ 2.500 (acréscimo de 25% frente aos US$ 2.000 do modelo prévio)
Modelos de relógios inteligentes sofrem reajuste na caixa maior
A fabricante concentrou as alterações da sua linha de relógios inteligentes exclusivamente nos modelos com caixas de 46 milímetros do Apple Watch Series 12. As opções menores de 42 milímetros mantiveram os valores anteriores, enquanto o Apple Watch SE 3 e o Apple Watch Ultra 4 permaneceram sem modificações de preço.
A Apple manteve inalterados os custos das versões de entrada do relógio.
Nos Estados Unidos, o Apple Watch Series 12 em alumínio de 46 milímetros com GPS subiu de US$ 430 para US$ 450, apresentando acréscimo de 4,6%. A edição equivalente equipada com conectividade celular passou de US$ 530 para US$ 550, um avanço percentual de 3,8%. No mercado brasileiro, a versão GPS desse mesmo relógio passou de R$ 5.899 para R$ 6.099, enquanto o modelo com tecnologia celular subiu de R$ 6.799 para R$ 7.399, resultando em alta de 8,8%.
Fones de ouvido apresentam estabilidade e queda nos preços
A comercialização dos fones de ouvido da empresa registrou comportamento divergente entre as novas versões introduzidas no varejo. Os fones AirPods 5 básicos foram lançados por US$ 130 nos Estados Unidos e R$ 1.500 no Brasil, repetindo exatamente os mesmos preços praticados anteriormente para os AirPods 4.
Os modelos avançados registraram redução nos dois territórios analisados.
Enquanto os AirPods 4 com cancelamento ativo de ruído custavam US$ 180 no mercado norte-americano e R$ 2.000 nas lojas do Brasil, os novos AirPods 5 com estojo de recarga sem fio chegaram por US$ 150 nos Estados Unidos e R$ 1.700 no território brasileiro. Essa reformulação no estojo sem fio configurou uma redução de 16,6% no comércio exterior e de 15% na tabela nacional.

