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Novo visual do remake de Zelda reflete teatro de bonecos

The Legend of Zelda: Ocarina - Divulgação
The Legend of Zelda: Ocarina - Divulgação

A exibição das primeiras cenas do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time dividiu os fãs em 13 de setembro de 2026 durante transmissão especial da Nintendo, que revelou traços faciais pontiagudos e olhos expressivos para o protagonista Link. O público rejeitou o formato.

Com mais de 30 anos de atuação na Nintendo e créditos na direção de arte de The Legend of Zelda: Majora’s Mask, Star Fox e F-Zero, Takaya Imamura apontou que a nova modelagem tridimensional carrega influência do apreço pessoal de Shigeru Miyamoto por marionetes.

“O que senti ao ver esse modelo de personagem do Link é que o amor de Miyamoto-san pelo teatro de fantoches está fortemente refletido aqui também!”, declarou Takaya Imamura em mensagem pública. O veterano esclareceu posteriormente que sua análise se trata de uma dedução pessoal, desprovida de qualquer confirmação oficial da Nintendo.

A influência secular do teatro de bonecos no mercado japonês

O envolvimento de Shigeru Miyamoto com bonecos dialoga com a tradição japonesa do teatro bunraku e de atrações infantis exibidas entre 1960 e 1970. A emissora estatal NHK preserva gravações do formato ningyogeki produzidas desde a década de 1950. O mercado nipônico também absorveu referências externas, a exemplo do seriado Thunderbirds, criado por Gerry Anderson.

Usuários associaram os traços faciais de Link à série The New Three Musketeers, veiculada pela NHK entre 2009 e 2010 com produção de marionetes da empresa Studio Nova, a mesma envolvida na confecção de referências para Dragon Quest 7 Reimagined. Comparações semelhantes surgiram a respeito da adaptação de Sherlock Holmes de 2014 e do clássico cinematográfico The Dark Crystal, lançado em 1982.

Os bonecos nos projetos da franquia Star Fox e na E3 2015

A equipe criativa de Shigeru Miyamoto já havia recorrido a essa identidade visual nos personagens da franquia Star Fox e em campanhas publicitárias de 1993, inspiradas na linguagem estética de The Muppets.

A Nintendo reforçou essa ligação durante a conferência E3 2015 por meio de uma colaboração com a Jim Henson Company, quando transformou seus principais executivos em fantoches. A ação colocou versões em miniatura de Shigeru Miyamoto, do presidente regional Reggie Fils-Aimé e do executivo global Satoru Iwata em destaque no evento internacional.

Em declaração feita sobre a conferência daquele ano, Reggie Fils-Aimé relatou lembranças compartilhadas pelo criador de jogos. “Uma das coisas que ele compartilhou foi que, na sua juventude, costumava fazer fantoches”, afirmou Reggie Fils-Aimé ao detalhar as conversas com Shigeru Miyamoto. O ex-executivo completou que o processo resultou no trabalho conjunto com os profissionais do Henson Studios.

A interpretação divulgada por Takaya Imamura fornece um enquadramento histórico para a concepção artística do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time. O esclarecimento atenua o debate entre os consumidores ao conectar a decisão estética às preferências de Shigeru Miyamoto.

O histórico de recepção a mudanças estéticas na franquia

A aplicação de acabamentos brilhantes e proporções incomuns na pele dos protagonistas rompe com os padrões gráficos do jogo original de 1998 para estabelecer uma identidade visual inédita.

A série Star Fox enfrentou resistência semelhante quando alterou seu padrão visual, com a comunidade assimilando o resultado meses após os primeiros anúncios. Reformulações drásticas em séries consagradas costumam gerar estranhamento prévio nos jogadores.

A Nintendo confirmou o lançamento do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time com exclusividade para o console Nintendo Switch 2 no dia 5 de novembro de 2026.

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