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NVIDIA restringe uso interno de ChatGPT e Claude por privacidade

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nvidia - PJ McDonnell/Shutterstock.com

Em 15 de setembro de 2026, corporações como NVIDIA, Palantir e Novo Nordisk impuseram travas operacionais ao uso de ferramentas de inteligência artificial nos Estados Unidos e na Europa para impedir a exposição acidental de segredos comerciais e códigos sigilosos em plataformas externas de tecnologia. A movimentação atinge diretamente os negócios de fornecedoras líderes como OpenAI e Anthropic.

O receio corporativo cresceu após a Anthropic revisar regras operacionais em junho de 2026 e manter registros de clientes em seu modelo principal, batizado de Fable, sob a justificativa de barrar fraudes internas.

OpenAI e Anthropic sustentam que contratos comerciais excluem dados para treinar modelos, embora continuem a monitorar registros técnicos de navegação. A OpenAI comunicou que armazena esses dados para “entender melhor como nossos serviços são usados”. Já a Anthropic declarou formalmente que “os dados são agregados e anonimizados”.

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ChatGPT logo – Markus Mainka/ Shutterstock.com

Empresas contratantes como a operadora norte-americana C Spire argumentam que a captura indiscriminada de registros técnicos revela conexões de softwares internos e detalhes de rotinas empresariais durante o processamento das respostas.

Diante do cenário, a empresa de defesa Northrop Grumman transferiu fluxos de trabalho para ferramentas de código aberto instaladas em servidores totalmente desconectados da internet. A farmacêutica Novo Nordisk manteve o acesso dos funcionários ao Claude, mas vetou o carregamento de qualquer fórmula ou dado sob sigilo.

Para atender às exigências de proteção, a Microsoft passou a fornecer modelos em nuvens fechadas sem comunicação com servidores de terceiros. Custos elevados barram a adesão. Clientes de médio porte buscam alternativas viáveis.

Uma concessionária do setor elétrico dos Estados Unidos cancelou testes previstos com o Fable após a Anthropic recusar termos contratuais de retenção zero de dados.

A NVIDIA também bloqueou a operação de ferramentas externas em demandas confidenciais por ausência dessas garantias e direcionou equipes para sistemas criados dentro da própria empresa. O recuo contraria manifestações do diretor-executivo Jensen Huang, que defendia o consumo de tokens de inteligência artificial em patamares equivalentes a cinquenta por cento do salário anual dos empregados.

As restrições de grandes corporações impulsionam a transição do mercado para servidores de computação local.

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