O Banco Central reformulou o Regulamento do Pix por meio do Mecanismo Especial de Devolução, sistema batizado de MED 2.0, que reorganiza os protocolos de segurança bancária no Brasil para facilitar o ressarcimento financeiro de usuários atingidos por fraudes, transferências sob coação física ou golpes financeiros digitais aplicados contra correntistas de todo o país. A reformulação visa elevar a taxa de sucesso nos pedidos de estorno enviados pelas vítimas às instituições financeiras.
Rastreamento alcança repasses subsequentes entre contas
A nova diretriz permite que os bancos rastreiem o fluxo do dinheiro mesmo após os fraudadores dispersarem a quantia recebida por Pix para outras contas bancárias, impedindo que essa manobra rápida bloqueie a devolução dos recursos.
A contestação ocorre pelo aplicativo. Desde fevereiro, as instituições financeiras operam com botões nativos que registram a denúncia imediatamente, dispensando o contato prévio com atendentes humanos nas centrais telefônicas. A automação reduz o tempo de resposta durante os minutos seguintes ao envio indevido do dinheiro.
“A segurança é um dos pilares fundamentais do Pix e seu aprimoramento é um processo contínuo. O BC atua de forma permanente para garantir a manutenção do elevado patamar de segurança do Pix”, comunicou o Banco Central.

