Tecnologia

Operadoras de telefonia bloqueiam chamadas suspeitas direto na rede

Telefone, celular
Telefone, celular - AP Troublemaker/shutterstock.com

As operadoras de telecomunicações iniciaram o bloqueio direto de chamadas telefônicas suspeitas na infraestrutura de rede no Brasil para conter o avanço de disparos massivos aos celulares dos consumidores.

A retenção prévia das conexões no nível das centrais telefônicas altera a rotina dos usuários ao evitar que números com comportamento fraudulento façam os aparelhos tocarem antes da aplicação de uma triagem orientada por inteligência técnica nas linhas brasileiras. O bloqueio ocorre na rede. Com isso, os sistemas barram contatos repetitivos gerados por disparadores automatizados que buscam aplicar golpes ou sobrecarregar o tráfego regular.

A Claro implementou o recurso Chamada Segura sem custos para identificar picos de transmissões abusivas e cortar as tentativas automaticamente, permitindo que os clientes façam a desativação manual se preferirem. A Vivo já mantém essa verificação técnica em operação nas linhas móveis, enquanto a TIM estrutura uma ferramenta própria para barrar os disparos em massa.

A Anatel fixou as diretrizes mandatórias para que as prestadoras operem esses filtros sem cometer abusos contra assinantes. Os critérios obrigatórios determinam transparência, reversibilidade e direito de auditoria. A agência busca impedir fraudes. Ao mesmo tempo, as prestadoras precisam garantir tratamento equilibrado para não derrubar contatos telefônicos autorizados.

ligação de golpistas
ligação de golpistas – Foto: Ao Zaa Studio/Shutterstock.com

Setor de atendimento contesta parâmetros adotados pelas operadoras

A Associação Brasileira de Telesserviços solicitou que a Anatel reavalie os pontos desse modelo preventivo e inclua representantes do setor nas mesas técnicas de definição das regras operacionais. Representantes do segmento comercial argumentam que a atividade de atendimento e cobrança formal corre o risco de sofrer restrições indevidas nas centrais telefônicas.

A entidade setorial contesta a inclusão de cadastros de atividade econômica e da Classificação Nacional de Atividades Econômicas como elementos isolados para a derrubada de sinais de voz pelas empresas de telecomunicações. O grupo sugere o uso do sistema de autenticação Stir/Shaken. A ferramenta valida a rota original de cada prefixo antes do encerramento da rota.

As prestadoras são obrigadas a responder ou liberar os números contestados no prazo máximo de dez dias corridos quando uma pessoa jurídica formalizar questionamento contra o travamento da linha. A regulação da Anatel mantém esse canal de contestação aberto para casos de bloqueio equivocado de ligações corporativas.

To Top