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Dívida do Palmeiras com a Crefisa cai para R$ 9,3 milhões e pode ser quitada até o fim do ano

Leila Pereira Palmeiras
Leila Pereira/Instagram Leila Pereira/Instagram

O Palmeiras conseguiu reduzir sua dívida com a Crefisa para menos de R$ 10 milhões. Segundo o balancete financeiro de julho, o clube deve agora R$ 9,3 milhões à patrocinadora, com previsão de quitar esse valor até dezembro deste ano. Esse montante faz parte de um acordo firmado para a devolução de valores investidos pela Crefisa em contratações de jogadores, e a expectativa é que a dívida seja completamente zerada ainda em 2024.

A relação entre o Palmeiras e a Crefisa, que já foi responsável por grandes investimentos no clube, atravessa um momento decisivo. O contrato atual da patrocinadora, que também envolve a Faculdade das Américas (FAM), tem término previsto para dezembro, e o clube já iniciou conversas com outras empresas interessadas em estampar suas marcas no uniforme alviverde.

Redução gradual da dívida

A dívida do Palmeiras com a Crefisa já foi muito maior. No final de 2019, o valor devido à patrocinadora chegou a R$ 172,1 milhões. No entanto, desde então, o clube tem adotado uma política de abater o débito com o uso de bônus pagos pela empresa após conquistas de títulos, além de evitar novos aportes da patrocinadora para contratações.

Em julho deste ano, o clube pagou mais de R$ 2 milhões, ajudando a reduzir a dívida para o valor atual de R$ 9,3 milhões. A maior parte do passivo já foi liquidada no longo prazo, restando apenas o valor no passivo circulante, ou seja, a curto prazo.

Contratações financiadas pela Crefisa

Os valores devidos pelo Palmeiras são referentes a contratações realizadas com o aporte da Crefisa desde 2015, quando a parceria entre o clube e a empresa começou. Entre as contratações feitas com esse apoio estão nomes como Luan, Guerra, Dudu, Carlos Eduardo e Borja. No acordo firmado, o Palmeiras se comprometeu a devolver o valor investido nas contratações, com acréscimo de juros baseados na taxa CDI.

Além disso, ficou estabelecido que, em caso de venda dos jogadores por valores inferiores ao investido ou se o atleta deixasse o clube ao término do contrato, o Palmeiras teria um prazo de dois anos para quitar o saldo devedor. Em situações de lucro com as transferências, o clube ficaria com o valor excedente.

Papel dos bônus na quitação da dívida

Nos últimos anos, o Palmeiras tem utilizado premiações conquistadas após títulos para abater sua dívida com a Crefisa. Foi o caso das conquistas do Campeonato Brasileiro em 2022 e 2023, e do Campeonato Paulista de 2024, quando a empresa pagou R$ 4 milhões ao clube. No Campeonato Brasileiro, o prêmio foi ainda maior, chegando a R$ 12 milhões.

Esses bônus têm sido essenciais para o clube reduzir sua dívida de forma consistente, e a expectativa é que o mesmo método seja utilizado até o fim do ano para quitar o valor restante.

O futuro da parceria com a Crefisa

Com o contrato com a Crefisa e a FAM se encerrando em dezembro, o Palmeiras já iniciou conversas com potenciais patrocinadores interessados em assumir o espaço no uniforme do clube a partir de 2025. Atualmente, o contrato com a Crefisa rende ao Palmeiras R$ 81 milhões fixos por temporada, valor que pode chegar a R$ 120 milhões dependendo de bonificações por títulos.

Embora as empresas de Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras e proprietária da Crefisa e da FAM, tenham a possibilidade de igualar ofertas de concorrentes, a presidente já indicou que seria “saudável” para o clube considerar fechar com outra marca. O departamento de marketing do Palmeiras está ouvindo empresas interessadas, e as propostas serão submetidas ao Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) para avaliação.

Críticas e questionamentos

Parte da torcida do Palmeiras tem levantado questionamentos sobre a manutenção dos valores do contrato com a Crefisa nos últimos anos. Enquanto outros clubes rivais conseguiram acordos mais vantajosos em termos de patrocínio, o Palmeiras manteve o valor de R$ 81 milhões anuais desde 2019, sem reajuste significativo na última renovação de contrato em 2021.

O atual patrocínio é um dos principais pontos de críticas por parte dos opositores de Leila Pereira, que argumentam que o contrato com a Crefisa pode representar um conflito de interesses, já que a presidente do clube é também dona da patrocinadora. Mesmo assim, a relação entre o Palmeiras e a Crefisa foi crucial para o período de investimentos pesados que resultou em títulos importantes, como a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro.

Próximos passos

A definição sobre o próximo patrocinador do Palmeiras para 2025 será um dos assuntos centrais nos próximos meses. A diretoria tem evitado comentar detalhes sobre as negociações em andamento, mas a expectativa é que o novo acordo traga ainda mais recursos para o clube. A camisa do Palmeiras, uma das mais valiosas do futebol brasileiro, atrai interesse de grandes marcas, e a diretoria espera conseguir um patrocínio que reflita esse valor no próximo contrato.

Enquanto isso, o clube se concentra em quitar a dívida com a Crefisa até o fim deste ano, encerrando um ciclo importante na relação financeira com a patrocinadora. A dívida, que já foi um peso considerável para as finanças do clube, agora está perto de ser completamente eliminada.

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