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Veja como garantir sua parte dos R$ 8,56 bilhões esquecidos em bancos

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Dinheiro - Foto: rafastockbr/shutterstock.com rafastockbr/shutterstock.com

De acordo com o Banco Central, até o fim de junho deste ano, R$ 8,56 bilhões em recursos esquecidos ainda não foram resgatados no sistema financeiro por brasileiros. Esses valores, que pertencem tanto a pessoas físicas quanto a empresas, estão disponíveis para saque, mas permanecem inativos nas instituições financeiras.

O governo aprovou recentemente um projeto de lei que visa a apropriação desses montantes pelo Tesouro Nacional, caso os valores não sejam retirados pelos seus donos. Esse movimento faz parte da estratégia para atingir as metas fiscais previstas pelo governo.

Sistema de Valores a Receber já devolveu mais de R$ 7 bilhões

Desde a reabertura do Sistema de Valores a Receber (SVR) em março de 2023, o Banco Central devolveu cerca de R$ 7,67 bilhões aos correntistas, de um total de R$ 16,23 bilhões identificados como inativos. Esses números indicam que pouco menos da metade dos valores foi resgatada até o momento.

As estatísticas do Banco Central sobre o sistema são divulgadas com uma defasagem de dois meses. O valor que ainda não foi resgatado representa uma quantia significativa que, caso não seja movimentada, poderá ser usada pelo governo para compensar o impacto financeiro da desoneração da folha de pagamento.

Como verificar se você tem dinheiro a receber

O Banco Central desenvolveu um sistema de consulta simples para que os cidadãos e empresas verifiquem se têm valores a receber de contas antigas ou inativas. O acesso ao sistema pode ser feito pelo site oficial (https://valoresareceber.bcb.gov.br), sendo necessário apenas informar os dados pessoais para realizar a consulta.

Após realizar a verificação e encontrar valores disponíveis, o cidadão é direcionado ao sistema gov.br para acessar as opções de recebimento. No caso de pessoas físicas, a conta gov.br precisa ter nível prata ou ouro para autorizar a solicitação. Para pessoas jurídicas, o CNPJ da empresa deve estar vinculado à conta.

Montantes de pequenos valores concentram a maioria dos beneficiários

Os dados do Banco Central revelam que a maioria dos valores a serem resgatados é de pequenas quantias. Aproximadamente 63,6% dos beneficiários têm direito a receber até R$ 10. Valores entre R$ 10,01 e R$ 100 representam 24,86% dos correntistas. Já 9,77% dos clientes possuem entre R$ 100,01 e R$ 1.000 em valores esquecidos. Apenas uma pequena porcentagem, cerca de 1,77%, possui valores superiores a R$ 1.000 a serem recuperados.

Novo sistema agiliza o resgate de valores esquecidos

Com a reformulação do SVR, o processo de resgate de valores foi otimizado. Em maio, o sistema registrou um aumento no volume de resgates, totalizando R$ 327 milhões, valor superior ao mês anterior, quando foram retirados R$ 290 milhões. Entre as novidades está a possibilidade de resgatar valores de pessoas falecidas, algo que não era possível na versão anterior do sistema.

O processo de resgate é totalmente online, e o Banco Central alerta que não há intermediários autorizados a realizar esse procedimento em nome dos correntistas. O órgão reforça que todo o serviço é gratuito e que qualquer tentativa de cobrança ou solicitação de dados pessoais deve ser reportada como tentativa de golpe.

Processo de saque simplificado e seguro

Para realizar o saque dos valores, o usuário deve seguir as etapas disponíveis no site do SVR. O sistema oferece um prazo de 30 minutos para que o cidadão consulte e solicite o resgate. Se o processo for interrompido, é necessário realizar um novo acesso.

O usuário pode solicitar o valor diretamente por meio de uma chave Pix, ou, caso não tenha uma chave disponível, poderá optar por TED ou DOC, dependendo das opções oferecidas pela instituição financeira responsável. A instituição tem um prazo de até 12 dias úteis para efetuar o pagamento.

Cuidados ao realizar o resgate e evitar golpes

O Banco Central recomenda atenção redobrada para evitar golpes. O órgão esclarece que nunca envia links ou faz contato com cidadãos sobre valores a receber. Estelionatários costumam usar essa abordagem para obter dados pessoais ou senhas de acesso.

O único canal seguro para realizar o processo de consulta e saque é o site oficial do Banco Central. O BC também orienta que nenhum cidadão deve fornecer senhas ou dados bancários a terceiros, sendo que qualquer comunicação sobre o resgate é feita diretamente com a instituição financeira que detém os valores.

Reoneração gradual: Dinheiro esquecido poderá ser usado para meta fiscal

Com a aprovação do projeto de lei na Câmara dos Deputados, o governo brasileiro poderá utilizar os valores esquecidos em contas inativas para auxiliar no cumprimento da meta fiscal. A proposta prevê que, caso os cidadãos ou empresas não realizem o saque dentro do período estipulado, o Tesouro Nacional poderá apropriar-se desses montantes.

Essa medida faz parte do plano de reoneração gradual da folha de pagamento, previsto para começar em 2025. Até lá, o governo espera compensar parte dos impactos financeiros utilizando esses recursos inativos.

Passo a passo para consultar seus valores a receber

  • Acesse o site oficial do Banco Central (https://valoresareceber.bcb.gov.br).
  • Clique na opção “Consulte se tem valores a receber”.
  • Insira os dados pessoais e clique em “Consultar”.
  • Se houver valores a receber, siga para o sistema gov.br e faça o login.
  • O acesso ao sistema permitirá que você veja o valor disponível e a instituição financeira responsável pelo pagamento.
  • Escolha o método de resgate, como chave Pix, TED ou DOC.
  • Anote o número de protocolo para acompanhar o andamento da solicitação.

A importância de resgatar os valores esquecidos

Embora muitos dos valores esquecidos sejam pequenos, a soma total é significativa para o governo e para os cidadãos. Além disso, o processo de resgate é simples e rápido, o que incentiva a população a recuperar esses montantes.

O Banco Central continua a incentivar que todos os cidadãos realizem a consulta e retirem seus valores a tempo, evitando que os recursos sejam apropriados pelo Tesouro Nacional. A iniciativa de divulgar esses números visa tanto a transparência quanto a conscientização sobre a importância de manter as finanças em dia.

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