Automobilismo

Leclerc conquista pole no Azerbaijão e confia em melhor performance na corrida

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Charles Leclerc mais uma vez brilhou no circuito de Baku, garantindo sua quarta pole-position consecutiva no GP do Azerbaijão, algo que se tornou uma marca pessoal na pista de rua. Com uma volta impressionante de 1min41s365, o monegasco superou o australiano Oscar Piastri por 0s321 e garantiu a primeira posição no grid de largada para a corrida deste domingo (15). No entanto, Leclerc está focado em mudar o histórico da Ferrari em Baku, onde a equipe teve dificuldades nas edições anteriores.

Desafios e confiança renovada

Embora tenha ficado satisfeito com o desempenho na classificação, Leclerc foi rápido em apontar as dificuldades que a Ferrari enfrentou em corridas passadas no Azerbaijão. Em declarações à Sky Sports F1, o piloto ressaltou que, apesar dos obstáculos, acredita que o carro deste ano tem mais consistência para as corridas, o que pode fazer a diferença em relação aos anos anteriores.

“Este é um dos meus circuitos favoritos, sempre me sinto bem aqui. Mas nós sabemos que o verdadeiro desafio é a corrida. Em outros anos, tivemos problemas durante a prova, especialmente com o desgaste dos pneus. Neste fim de semana, acredito que estamos em uma posição mais forte para encarar isso de frente”, disse Leclerc.

Problemas nos treinos livres

Leclerc não teve um início de fim de semana tranquilo. Durante o primeiro treino livre (TL1), o monegasco sofreu um leve acidente, o que prejudicou sua preparação. Além disso, um problema técnico no carro durante o segundo treino livre (TL2) tirou mais meia hora de tempo de pista, complicando ainda mais a adaptação ao circuito de Baku. No entanto, Leclerc mostrou resiliência e conseguiu recuperar o ritmo nas fases finais da classificação.

“A batida no TL1 foi um contratempo, mas não me abalou. Sabia que tínhamos um bom ritmo desde o início. O problema no TL2 foi frustrante porque perdemos muito tempo de pista, mas mantive o foco. Sabia que se mantivesse o carro longe dos muros na classificação, teríamos uma boa chance de garantir a pole, e foi exatamente o que aconteceu”, comentou.

Apoio de Sainz e estratégia da Ferrari

A Ferrari também teve motivos para comemorar com o desempenho de Carlos Sainz Jr., que garantiu a terceira colocação no grid de largada. A presença dos dois carros da equipe italiana entre os três primeiros colocações abre possibilidades estratégicas para a corrida. Leclerc destacou a importância de trabalhar em equipe com Sainz para maximizar as chances de vitória no domingo.

“Ter o Carlos em terceiro é ótimo para nós. Podemos trabalhar juntos como equipe para tentar segurar a liderança e, quem sabe, buscar a vitória. Nossa estratégia será ajustar o que aprendemos em Monza e aplicar aqui, pois o desgaste dos pneus será um fator crítico nesta corrida”, afirmou Leclerc.

Desgaste de pneus: o fator decisivo

Um dos pontos cruciais mencionados por Leclerc é o desgaste dos pneus, que sempre foi um problema significativo em Baku. O circuito de rua, com longas retas e curvas apertadas, tende a desgastar rapidamente os compostos, especialmente nos carros que forçam mais o desempenho no início da prova. A Ferrari, ciente desse desafio, está se preparando para evitar os erros do passado e garantir que a estratégia de corrida contemple um melhor gerenciamento dos pneus.

“Amanhã será uma corrida muito focada na gestão dos pneus. O desgaste aqui é muito alto, especialmente na parte final da corrida, então precisamos garantir que estamos prontos para isso. A equipe já está trabalhando para ajustar a estratégia da melhor forma possível. Se conseguirmos controlar bem esse aspecto, acredito que temos boas chances de um resultado positivo”, explicou Leclerc.

Histórico de Leclerc em Baku

A relação de Leclerc com o GP do Azerbaijão é marcada por altos e baixos. Embora tenha se tornado um especialista em conquistar poles no circuito, o monegasco ainda não conseguiu transformar essas conquistas em vitórias. Em 2021, por exemplo, Leclerc também largou na pole, mas acabou sofrendo com o ritmo de corrida e terminou a prova fora do pódio. Para 2024, o piloto da Ferrari espera que essa história seja diferente, apoiado no que considera ser um carro mais equilibrado e competitivo.

Ferrari precisa de vitórias

A temporada de 2024 da Fórmula 1 tem sido um desafio para a Ferrari. Embora a equipe tenha mostrado flashes de competitividade, especialmente nas classificações, o rendimento em corrida ainda está aquém das expectativas. Com apenas uma vitória até agora, a escuderia italiana busca desesperadamente um resultado positivo em Baku para manter as esperanças no campeonato de construtores e dar mais confiança para o restante da temporada.

“Sabemos que precisamos de vitórias. Nosso carro tem sido bom em alguns momentos, mas ainda temos áreas em que precisamos melhorar. Aqui em Baku, temos a chance de fazer algo especial, mas será necessário um esforço coletivo de todos na equipe”, enfatizou Leclerc.

Oscar Piastri: o rival mais próximo

Se Leclerc tem confiança em uma boa performance no GP do Azerbaijão, o segundo colocado no grid, Oscar Piastri, também está otimista. O piloto australiano, que vem impressionando em sua temporada de estreia pela McLaren, se colocou como o principal rival de Leclerc na disputa pela vitória. Com apenas 0s321 de diferença para o monegasco, Piastri espera aproveitar qualquer oportunidade que surgir durante a corrida.

“A pole escapou por pouco, mas estou muito feliz com o resultado. O carro estava ótimo hoje, e sinto que temos uma boa chance de lutar pela vitória. A corrida será longa, e o desgaste de pneus pode criar oportunidades para quem gerenciar melhor”, disse Piastri após a classificação.

Expectativa para a corrida

Com a pole garantida e uma equipe bem posicionada no grid, Leclerc e a Ferrari estão focados em garantir um bom resultado no GP do Azerbaijão. A corrida deste domingo promete ser intensa, com desafios como o desgaste de pneus, as longas retas e o clima imprevisível de Baku.

A estratégia será fundamental para Leclerc, que espera finalmente quebrar o tabu de não vencer em Baku e, quem sabe, colocar a Ferrari de volta ao caminho das vitórias na Fórmula 1.

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