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Como se aposentar aos 65 anos: regras e opções disponíveis no INSS

Saiba quanto os autônomos e MEIs vão pagar de contribuição ao INSS neste ano
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Aos 65 anos, muitas pessoas já podem considerar a tão esperada aposentadoria, mas é fundamental entender as opções disponíveis e os requisitos necessários para garantir o benefício. Este conteúdo detalha todas as formas de aposentadoria para quem já chegou a essa idade e como se adequar às regras em vigor.

Quem pode se aposentar aos 65 anos?

Aos 65 anos, a idade já é um ponto favorável para a aposentadoria, mas não é o único critério. A reforma da previdência trouxe regras de transição que estabelecem tanto idade mínima quanto tempo de contribuição para que homens e mulheres possam se aposentar.

Para homens:

  • 65 anos de idade
  • 15 anos de contribuição

Para mulheres:

  • 62 anos de idade
  • 15 anos de contribuição

O cálculo do benefício considera a média de todos os salários de contribuição a partir de julho de 1994. Essa média é corrigida monetariamente e, a partir dela, o segurado recebe 60% mais 2% a cada ano de contribuição que exceder 20 anos para homens e 15 anos para mulheres.

Exemplo de cálculo da aposentadoria

Imagine João, com 65 anos de idade e 22 anos de contribuição. Supondo que a média dos salários de contribuição de João seja de R$ 2.500,00, o cálculo será:

  • 60% + 4% (2% para cada ano além de 20 anos) = 64%
  • 64% de R$ 2.500,00 = R$ 1.600,00

Esse será o valor da aposentadoria de João.

Outras regras de transição para aposentadoria

Além da aposentadoria por idade, o segurado pode optar por outras regras de transição, caso se encaixe nos requisitos. Cada uma delas tem critérios próprios e formas de cálculo.

Regra de transição por pontos:
A regra por pontos exige a soma da idade com o tempo de contribuição.

  • Homens: 100 pontos e 35 anos de contribuição
  • Mulheres: 90 pontos e 30 anos de contribuição

O cálculo segue o mesmo modelo, com a média corrigida dos salários e o acréscimo de 2% a partir de 20 anos de contribuição para homens e 15 para mulheres.

Regra de transição da idade progressiva:

  • Homens: 63 anos de idade e 35 anos de contribuição
  • Mulheres: 58 anos de idade e 30 anos de contribuição

Regra de transição do pedágio de 50%:
Esta regra é válida apenas para segurados que, em 13/11/2019 (data da reforma), estavam a menos de 2 anos de se aposentar.

  • Homens: 35 anos de contribuição + 50% do tempo que faltava
  • Mulheres: 30 anos de contribuição + 50% do tempo que faltava

Regra de transição do pedágio de 100%:

  • Homens: 60 anos de idade e 35 anos de contribuição
  • Mulheres: 57 anos de idade e 30 anos de contribuição
    Nesse caso, é preciso contribuir o dobro do tempo que faltava em 13/11/2019 para completar o tempo de contribuição exigido.

Direito adquirido às regras anteriores à reforma

Quem já cumpria os requisitos para se aposentar antes da reforma da previdência mantém o direito de se aposentar pelas regras anteriores, que geralmente são mais vantajosas.
Aposentadoria por idade antes da reforma:

  • Homens: 65 anos e 180 meses de carência
  • Mulheres: 60 anos e 180 meses de carência

Nessas regras, o cálculo do benefício era mais simples: 70% da média salarial mais 1% para cada ano de contribuição, limitado a 100%.

Como garantir a aposentadoria com 65 anos

Para garantir a aposentadoria, é essencial seguir algumas etapas:

  1. Cumprir o tempo de contribuição necessário:
    O tempo de contribuição é o principal critério além da idade. Para trabalhadores formais, o recolhimento é automático. Autônomos e facultativos precisam recolher voluntariamente.
  2. Verificar a carência:
    O INSS exige um mínimo de 180 meses (15 anos) de contribuição para liberar a aposentadoria. Mesmo que o tempo de contribuição esteja correto, é preciso assegurar que todos os meses de carência foram cumpridos.
  3. Escolher a melhor regra de aposentadoria:
    Com base no histórico de contribuições e idade, é possível calcular qual regra oferece o melhor benefício. Em muitos casos, optar por contribuir por mais tempo pode aumentar o valor final do benefício.
  4. Reunir a documentação necessária:
    Documentos como Carteira de Trabalho e o Extrato Previdenciário (CNIS) são fundamentais para comprovar o tempo de contribuição. Além disso, pode ser necessário juntar documentos adicionais, como laudos de atividade especial (para quem trabalhou em condições insalubres ou perigosas).
  5. Fazer o pedido no INSS:
    Com a documentação em mãos, o segurado deve fazer a solicitação de aposentadoria pelo site do INSS, pelo aplicativo Meu INSS ou diretamente em uma agência.

Benefício de Prestação Continuada (BPC)

Muitos confundem o BPC com aposentadoria, mas são benefícios diferentes. O BPC é um auxílio assistencial pago a idosos de baixa renda ou pessoas com deficiência, independentemente de contribuição ao INSS.

Para receber o BPC, o idoso precisa:

  • Ter 65 anos ou mais
  • Comprovar que a renda familiar per capita é inferior a ¼ do salário mínimo (R$ 330,00 em 2023)
  • Estar inscrito no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico)

O valor do BPC é de um salário mínimo mensal (R$ 1.320,00 em 2023). Entretanto, o BPC não gera 13º salário e não se transforma em aposentadoria.

O que fazer se não tiver 65 anos ainda?

Para quem ainda não atingiu a idade mínima, é importante focar no aumento do tempo de contribuição. Algumas estratégias podem incluir:

  • Contar tempo rural ou militar:
    O tempo de atividade rural ou serviço militar pode ser somado ao tempo de contribuição.
  • Recolher contribuições em atraso:
    Autônomos que não contribuíram durante algum período podem regularizar a situação pagando os valores devidos ao INSS.
  • Atividade especial:
    Quem trabalhou em condições insalubres ou perigosas pode converter esse tempo em contribuição adicional.

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